Fed mais agressiva provoca subida de 7% nas ações do BCP

Banco português subiu mais de 7% e animou o PSI. Os investidores estão convictos de que a Fed vai acelerar a subida dos juros para domar a inflação.

A bolsa de Lisboa pintou-se de verde e o principal índice português acelerou esta terça-feira com o apoio da esmagadora maioria das cotadas, acompanhando a alta das restantes praças europeias. As ações do BCP, porém, brilharam mais do que todas as outras.

O banco comandado por Miguel Maya viu os seus títulos dispararem 7,09%, para 15,85 cêntimos, num dia particularmente animador para o setor da banca. Os investidores aplaudiram os comentários de Jerome Powell, presidente da Fed norte-americana, que se mostrou disponível a apoiar uma subida mais rápida das taxas de juro se tal for preciso para controlar a inflação.

Ações do BCP na bolsa de Lisboa:

Segundo a Reuters, à luz das declarações do líder da Fed, os investidores atribuem agora uma probabilidade de 72,2% à hipótese de o banco central norte-americano subir os juros em 50 pontos base na próxima reunião de política monetária, marcada para maio.

“Agora que a Fed embarcou numa atitude mais conservadora, o mercado está a aceitar isso, porque ela está determinada a combater a inflação”, disse à Reuters Peter Cardillo, economista-chefe da Spartan Capital Securities em Nova Iorque. “O mercado está a reagir, talvez, a partir de uma condição de mercado de sobrevenda e vamos continuar a vê-lo a ter bom desempenho no muito curto prazo, em antecipação aos resultados do primeiro trimestre”, defendeu.

Na segunda sessão com o nome PSI, o principal índice da bolsa nacional somou 2,19%, para 5.812,76 pontos. Além do contributo determinante do BCP, todas as outras cotadas ajudaram de alguma forma, exceto a REN, que fechou inalterada face à sessão anterior.

A GreenVolt, por exemplo, avançou 4,13% e a Altri ganhou 2,91%, no dia em que confirmou que vai aumentar o preço da pasta de papel em 50 dólares por tonelada a partir de 1 de abril. Será o terceiro aumento só este ano, justificado por constrangimentos logísticos, entre outros fatores.

Houve ainda ganhos notórios na construção e nas comunicações. A Mota-Engil, por exemplo, valorizou 4,59%, enquanto os CTT somaram mais de 3% e a Nos fechou a subir 1,89%.

Já a Galp Energia valorizou uns mais modestos 0,58%, num dia em que o barril de petróleo voltou a aproximar-se dos 120 dólares em Londres, apesar de ter invertido a tendência, estando agora a perder terreno. Também na energia, a EDP valorizou cerca de 1% e a EDP Renováveis subiu quase 2%.

Esta foi a segunda melhor sessão do PSI este mês, só ultrapassado pela subida de 2,35% registada em 9 de março. A bolsa portuguesa acompanhou deste modo os ganhos na generalidade das praças europeias. O Stoxx 600 somou 0,7%.

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