Combustíveis já tinham subido até 5,2% antes do início da guerra

Em fevereiro, o gasóleo aumentou 5,2% e a gasolina 4,2% face a janeiro, subidas que aconteceram antes de se materializar com maior substância o impacto da guerra na cotação do petróleo

A invasão russa à Ucrânia puxou pelos preços combustíveis em março, mas estes já registavam uma trajetória de subida em fevereiro. Nesse mês, o gasóleo subiu 5,2% e a gasolina aumentou 4,2% no mercado português, variações que só incorporam parcialmente o efeito da guerra, iniciada em 24 de fevereiro.

Depois de um período em que as famílias portuguesas enfrentaram preços muito elevados nas bombas, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) destaca que os mercados internacionais de petróleo e derivados vão continuar a enfrentar turbulência. O regulador cita dados da Agência Internacional da Energia (AIE) para indicar que “a previsão para abril aponta para que a Rússia introduza menos três milhões de barris de petróleo por dia no mercado global devido às sanções”. “É expectável que disrupções na produção de petróleo russa causem um choque na oferta global”, acrescenta.

Mas este agravamento da crise na oferta de petróleo já vinha de trás, à medida que as cotações da matéria-prima vinham a subir na expectativa do eclodir da guerra na Europa. Em fevereiro, a gasolina simples 95 em Portugal aumentou 4,2% face a janeiro, sendo que, de acordo com a ERSE, os impostos representaram cerca de 54% do total da fatura, seguidos dos 33,5% da cotação e frete. Já a gasolina aditivada custou, em média, mais 2,1% do que a gasolina simples 95.

Quanto ao gasóleo, o combustível mais consumido pelas famílias portuguesas, o preço de venda ao público aumentou 5,2% em fevereiro, face ao mês anterior, com a componente de impostos a pesar 48,2% na fatura, seguindo-se a componente de cotação internacional e frete (37,1%). Nesse mês, abastecer com gasóleo aditivado ficava, em média, 6,1 cêntimos por litro mais caro do que pôr gasóleo simples.

Pelo contrário, o preço médio do GPL Auto caiu 1,1% nesse período. Aqui, a componente de maior peso é a cotação e frete (43,4%), seguida dos impostos (37,2%).

Tanto na gasolina como no gasóleo e no GPL Auto, a ERSE indica que abastecer nas bombas dos hipermercados ficava mais barato do que nas bombas de petrolíferas. A diferença era de 10,3; 9,7 e 9,3 cêntimos por litro, respetivamente.

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