Direto Portugal tem condições para ajudar Europa a garantir autonomia energética, diz António Costa

Rússia diz estar disponível para retomar as negociações para encontrar uma solução diplomática para o conflito. Esforços que não resultaram até agora. Russos anunciam "libertação total" de Mariupol.

O primeiro-ministro português defendeu esta sexta-feira que Portugal tem condições para contribuir para uma autonomia energética da Europa e pediu que sejam feitos investimentos nas interconexões europeias.

Temos condições para contribuir para uma autonomia energética da Europa. É por isso prioritário o investimento nas interconexões entre Portugal e Espanha e entre Espanha e o resto da Europa, não só para fornecer gás natural com origem nos Estados Unidos, na Nigéria, Trinidad e Tobago e outras origens, mas também no futuro para a capacidade que temos de produção de hidrogénio verde a abaixo custo beneficiando do preço extraordinariamente baixo que temos na produção de energia solar”, disse António Costa que visitou esta sexta-feira um centro de acolhimento e encaminhamento de refugiados da Ucrânia instalado no Estádio Nacional de Varsóvia, após uma reunião de trabalho com o seu homólogo polaco, Mateusz Morawiecki.

Por outro lado, o Governo português ofereceu um apoio de 50 milhões de euros à Polónia para ajudar a lidar com a vaga de refugiados da guerra na Ucrânia. “Queria expressar a total disponibilidade em apoiar a Polónia no seu esforço de resposta aos refugiados ucranianos”, disse António Costa esta quinta-feira. Explicando que Portugal vai fornecer “apoio material seja de casas pré-fabricadas, modulares, bens alimentares, produtos farmacêuticos e calçado”. Bens que possam ser comprados em Portugal e cedidos “à Polónia até um montante máximo de 50 milhões de euros”, precisou o chefe de Governo que está de visita a Varsóvia.

Esta sexta-feira continuam a discutir-se formas de apoio à Ucrânia. A União Europeia desembolsou uma segunda prestação de 600 milhões de euros de assistência macrofinanceira à Ucrânia, o G7 comprometeu-se a mobilizar 19.800 milhões de dólares (18.700 milhões de euros) para apoiar as finanças da Ucrânia e os Estados Unidos anunciaram o envio de 100 milhões de dólares (94 milhões de euros) em equipamentos militares para a Ucrânia, após a aprovação de 40 mil milhões de dólares (37,7 mil milhões de euros) pelo Congresso norte-americano.

A Rússia diz estar disponível para retomar as negociações para encontrar uma solução diplomática para o conflito. Esforços que não resultaram até agora. Até porque, segundo o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, as forças russas estão a intensificar os ataques contra a região do Donbass, com “bombardeamentos brutais e completamente sem sentido” na cidade de Severodonetsk. “É o inferno lá. Não é um exagero”, salientou o chefe de Estado ucraniano no seu discurso noturno em vídeo dirigido à nação. Ao final da noite, os russos anunciavam que os último combatentes ucranianos no complexo industrial de Azovstal se tinham rendido. “Hoje, 20 de maio, o último grupo de 531 combatentes rendeu-se”, informou o ministério da Defesa russo.

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