Petróleo em alta com alívio de restrições Covid na China e oferta sob pressão

Matéria-prima prolonga ganhos, com levantamento de restrições Covid na China. Investidores receiam que o aumento na produção de petróleo seja insuficiente para dar resposta às necessidades atuais.

Os preços do petróleo continuam em alta esta terça-feira, prolongando os ganhos da sessão anterior, numa altura em que se perspetiva uma recuperação da procura na China, na sequência do alívio de restrições Covid na segunda maior economia mundial, e que a subida da produção por parte dos países da OPEP+ não seja suficiente para satisfazer a procura que se verifica atualmente.

Às 07h05 de Lisboa, o brent, que serve de referência às importações nacionais, avança 0,55% para 120,17 dólares, enquanto o WTI, negociado em Nova Iorque, soma 0,59% para 119,20 dólares.

Este desempenho acontece numa altura em que as restrições aplicadas no âmbito da pandemia foram levantadas em Pequim e Xangai, pondo fim a dois meses de bloqueios aplicados para conter a disseminação da variante Ómicron. Na segunda-feira, os restaurantes voltaram a abrir portas e os condicionamentos ao trânsito foram suspensos na capital da China. Já os museus, cinemas e ginásios foram autorizados a operar, mas limitados a 75% da sua capacidade.

“Podemos ver um aumento na procura de combustível com os carros de volta às estradas nas principais cidades e portos voltando gradualmente a normalidade na China”, destaca Tina Teng, analista da CMC Markets, em declarações à Reuters.

Na semana passada, a OPEP+ decidiu aumentar a produção de ouro negro em 648 mil barris por dia em julho e agosto, acima dos 432 mil barris por dia acordados anteriormente. Contudo, os analistas têm sérias dúvidas de que esta subida da produção não seja suficiente para satisfazer a procura que se verifica atualmente e que vários países do cartel, nomeadamente a Rússia, não tenham capacidade para aumentar a sua produção.

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