Incidência da Covid-19 continua “muito elevada”, mas com “tendência decrescente”

Boletim semanal da pandemia aponta para "tendência decrescente" da incidência da Covid-19, apesar de se manter "muito elevada". Mortalidade recua.

A incidência da Covid-19 em Portugal na semana de 14 a 20 de junho manteve-se “muito elevada”, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), mas os dados mostram uma “tendência decrescente”, nota a mesma entidade. Também a mortalidade apresenta “uma possível inversão da tendência, para decrescente”, salienta a DGS.

Nesse período, foram confirmados 95.943 novos casos de Covid-19, menos 17.185 do que no período imediatamente anterior. Morreram 239 pessoas vítimas da doença no acumulado, menos 22 do que na semana anterior.

O boletim semanal mostra que a incidência se cifrou nos 932 casos por 100 mil habitantes, encolhendo 15% em cadeia. O R(t), o índice de transmissibilidade, está em 0,88, o que sugere que, em média, nem todas as pessoas infetadas acabaram por contagiar outras.

A pandemia na semana de 14 a 20 de junho

No caso da mortalidade, a taxa fixou-se em 23 óbitos por milhão de habitantes, um recuo de 8% na variação semanal. Em 20 de junho, 1.743 pessoas estavam internadas, menos 153 do que no último dia da semana anterior, das quais 85 em unidades de cuidados intensivos. São menos 13.

A DGS e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) indicam, em comunicado, que a incidência da Covid-19 tem “tendência decrescente a nível nacional”, bem como o índice de transmissibilidade.

“O impacto nos internamentos apresenta uma inversão da tendência crescente observada anteriormente. A mortalidade específica por Covid-19 apresenta uma possível inversão da tendência, para decrescente, ainda com impacto elevado na mortalidade geral”, resumem também ambas as entidades.

Por fim, segundo a nota, “é expectável a manutenção da diminuição da procura de cuidados de saúde”. “Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da COVID-19, recomendando-se fortemente o reforço das medidas de proteção individual, a vacinação de reforço e a comunicação frequente destas medidas à população”, apelam.

Também esta sexta-feira foi anunciado que os idosos com 80 ou mais anos de idade podem agora receber a segunda dose de reforço da vacina da Covid-19 na modalidade “Casa Aberta” — isto é, sem agendamento. Basta que preencham os critérios de elegibilidade, sendo recomendado verificar os horários dos centros de vacinação antes da deslocação.

(Notícia atualizada pela última vez às 20h20)

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