Inflação em França acelera para 5,8% em junho e renova máximos de 1985

A taxa de inflação em França acelerou para 5,8% em junho, renovando máximos de 1985. Disparo dos custos dos combustíveis e dos alimentos contribuíram para acelerar aumento dos preços. 

A taxa de inflação em França acelerou para 5,8% em junho, renovando máximos de 1985. Disparo dos custos dos combustíveis e dos alimentos contribuíram para acelerar aumento dos preços.

O índice de preços no consumidor (IPC) em França subiu seis décimas em junho para 5,8%, de acordo com os dados provisórios divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística francês (Insee). Em maio, a taxa de inflação em França foi de 5,2%, mês em que tinha tocado máximos de 1985.

A contribuir para a taxa de inflação em França em junho esteve a forte subida dos preços dos combustíveis e dos alimentos. Os preços da energia aumentaram 33,1%, enquanto os preços dos alimentos subiram 5,7%, face a junho de 2021. Quanto ao índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC, que permite a comparação entre países), avançou sete décimas para 6,5% em junho.

Na quarta-feira, o instituto de estatísticas espanhol revelou que a taxa de inflação em Espanha superou a fasquia dos 10% no mês de junho, para 10,2%. Já na Alemanha a taxa de inflação recuou ligeiramente para 8,2% em junho, naquele que foi o primeiro mês em que entraram em vigor novas medidas do Governo alemão para colmatar a escalada de preços. Esta quinta-feira, o INE divulga a estimativa rápida sobre a taxa de inflação de junho em Portugal.

A escalada dos preços está a fazer sentir-se um pouco por todo o mundo, o que tem feito os bancos centrais a tornarem mais agressivas as decisões de política monetária. A presidente do Banco Central Europeu (BCE) considera que “é pouco provável” o mundo voltar a “um ambiente de baixa inflação” como antes da pandemia, que foi amplamente potenciado pela globalização, mas que está agora a sofrer reveses com a situação de divisão geopolítica mundial provocada pela guerra na Ucrânia. Lagarde admitiu ainda que o banco central poderá ser mais agressivo no aperto monetário caso persistem ou deteriorem as pressões inflacionistas.

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