Vodafone sobe receitas em 6,7% com retoma económica e turismo

Retoma da atividade económica e do turismo ajudou as receitas da Vodafone em Portugal. Empresa aumentou base de clientes no móvel, banda larga e TV por subscrição.

A Vodafone Portugal viu as receitas de serviço atingirem 275 milhões de euros no primeiro trimestre do ano fiscal de 2022-2023, um crescimento de 6,7% face ao mesmo trimestre do ano anterior. Esta melhoria é explicada pela “retoma da atividade económica”, principalmente no setor do turismo.

Nesse período, que corresponde ao trimestre de abril a junho, o número de clientes no segmento móvel registou um crescimento homólogo 2,3%, para cerca de 4,668 milhões. Já a base de clientes de banda larga cresceu 7,3%, para 890 mil, “um ritmo constante num ambiente muito competitivo”, enaltece a operadora. No negócio da TV por subscrição, a base de clientes cresceu também 7,3%, para 819 mil.

“Num trimestre marcado pela elevada incerteza e volatilidade, nomeadamente o resultante da pressão inflacionista e do conflito na Ucrânia, o bom desemprenho que foi possível alcançar reflete, por um lado, a retoma da atividade económica no terminus da pandemia, bem como o crescimento da atividade turística, sendo Portugal um dos principais destinos europeus”, comenta Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal, citado num comunicado.

“Por outro lado, espelha o reconhecimento da qualidade e relevância do nosso serviço na atividade das empresas e na retoma da normalidade na vida das famílias portuguesas”, acrescenta o gestor.

De acordo com a Vodafone, a empresa “continuou a expandir a presença da sua fibra de última geração em todo o país”. “No final de junho, a rede FFTH [fibra ótica] da Vodafone abrangia 4,2 milhões de lares e empresas, através de rede própria e de parcerias estratégicas”. Além disso, a Vodafone continuou a expandir a rede 5G, em parceria com a Ericsson.

Receitas do grupo caem na Alemanha

As receitas de serviço da Vodafone subiram 2,5% no trimestre fiscal terminado em junho, em termos homólogos, mas recuaram 0,5% no mercado alemão, o seu maior mercado, refletindo alterações de regulação, divulgou esta segunda-feira o grupo britânico.

No trimestre terminado em junho, as receitas de serviço ascenderam a 9.514 milhões de euros e as receitas totais progrediram 2,7% para 11.278 milhões de euros.

O grupo Vodafone salienta que as receitas de serviço na Alemanha recuaram 0,5%, “refletindo em grande parte o impacto da nova lei das telecomunicações” e que o crescimento na Europa foi “suportado pela aceleração” do aumento no Reino Unido.

O crescimento de 1,7% do serviço empresarial do grupo foi suportado por uma maior receita do roaming e de serviços digitais.

As receitas na Turquia cresceram 35,8%, impulsionadas pela inflação elevada.

Em África, o crescimento foi suportado pelo aumento das receitas de dados e de serviços financeiros.

“Executámos em linha com as nossas expectativas, entregámos outro trimestre de crescimento tanto na Europa e África e assistimos uma aceleração no crescimento do negócio”, refere o presidente executivo, Nick Read, citado em comunicado.

Embora “não estejamos imunes aos atuais desafios macroeconómicos, estamos no caminho certo para entregar resultados financeiros” em linha com o esperado, acrescenta.

No comunicado, o grupo destaca ainda que mantém uma “boa dinâmica comercial” em Portugal, tendo adicionado 46.000 clientes de contrato móvel e 12.000 de banda larga fixa no trimestre em análise.

Em Espanha, a Vodafone faturou 988 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal terminado em junho, menos 4% em termos homólogos.

A operadora salienta ainda que mais de 8.000 utilizadores empresariais registaram-se na sua plataforma de ferramentas digitais, lançada em março pelo Governo espanhol para canalizar os fundos de recuperação da União Europeia para pequenas e médias empresas (PME).

(Notícia atualizada às 10h48 com resultados da Vodafone Portugal)

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