Grupo Turim desiste do Paço Real de Caxias. Governo lança novo concurso

Grupo Turim desistiu de transformar o imóvel histórico num hotel com 120 quartos, culpando a pandemia. Novo concurso, no âmbito do Revive, prevê um investimento de 11 milhões de euros.

Cerca de dois anos e meio depois de o Grupo Turim ter vencido o concurso para reabilitar e transformar o Paço Real de Caxias num hotel, o Governo lança novamente um concurso público para o imóvel, no âmbito do Revive. A cadeia hoteleira diz ter desistido do projeto devido à pandemia. Novo concurso é lançado esta quinta-feira para a concessão deste imóvel por 50 anos, por uma renda anual mínima de 174.912 euros.

Em novembro de 2019, o Governo dava por encerrado o concurso público para a exploração do Paço Real de Caxias, em Oeiras, com três propostas recebidas. Em janeiro de 2020 era noticiado que a concessão do imóvel tinha sido atribuída ao Grupo Turim, que pretendia lá implementar um hotel com 120 quartos, mediante o pagamento de uma renda anual de 216 mil euros ao Estado. Mas, com a pandemia, a cadeia hoteleira desistiu.

“A celebração do contrato [com o Grupo Turim] coincidiu com o início da pandemia, que originou inesperadas transformações (…). Em 2022, reconhecendo a inviabilidade da execução dos termos do contrato pela concessionaria, as partes acordaram na sua revogação“, diz o Ministério da Economia, em comunicado enviado às redações esta quinta-feira.

O Governo lança um novo concurso público para a exploração do imóvel, por uma renda anual mínima de 174.912 euros, abaixo do valor acordado com o Grupo Turim. Este processo, lê-se na mesma nota, “pretende dar, finalmente, uma nova vida a este imóvel histórico, com uma localização excecional, em frente à linha de costa, no qual se destacam as esculturas nos jardins, os tetos pintados e os azulejos azuis e brancos“.

Paço Real de Caxias vai novamente a concurso público para ser reabilitado e explorado no âmbito do Programa Revive.Wikimedia Commons

O imóvel será, no âmbito do Programa Revive, “concessionado por 50 anos, por uma renda anual mínima de 174.912 euros, estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros”, diz o Ministério da Economia. A área de construção total é de 5.817 metros quadrados e os investidores interessados terão agora um prazo de 48 dias para apresentação de propostas no novo concurso.

“O Paço Real de Caxias é um ativo estratégico, que merece ser valorizado e divulgado. O Programa Revive ajudará a que este património seja requalificado, passando a acolher um projeto turístico de qualidade tal como se impõe”, diz a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, citada em comunicado.

O Revive é uma iniciativa que prevê a reabilitação de edifícios públicos em unidades turísticas e o Paço Real de Caxias é um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase, que neste momento integra já 52 imóveis. Atualmente, estão abertos os concursos para a Casa Grande, em Pinhel, e da 7.ª Bateria do Outão, no Parque Natural da Arrábida, em Setúbal, estando ainda a decorrer os concursos para os Fortes de S. João e de S. Pedro, em Cascais.

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