CIP pede mais medidas ao Governo para travar impacto da subida de preços

A CIP vai apresentar ao Governo um conjunto de propostas para ajudar as empresas a lidar com a subida dos preços da energia e das matérias. Propostas serão entregues em setembro.

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) considera insuficientes as medidas tomadas até agora pelo Governo para mitigar os impactos da subida da inflação e pede para que sejam tidos em conta os exemplos de outros países. A confederação espera apresentar em setembro um conjunto de propostas para ajudar as empresas.

“A CIP tem vindo a acompanhar, com preocupação, os desenvolvimentos relativos à inflação e tem suscitado junto do Governo a necessidade de acautelar o funcionamento das empresas sujeitas a este choque, nomeadamente em termos do preço da eletricidade e do gás”, diz António Saraiva numa carta enviada aos associados.

O patrão dos patrões sublinha que “o que há seis meses alguns questionavam como um fenómeno transitório está hoje confirmado como uma realidade inesperada: a inflação” – que em julho atingiu 9,1% — e que os constrangimentos da oferta decorrentes da pandemia, assim como o aumento dos preços das matérias-primas em virtude da retoma da atividade em vários setores está a tornar “a produção inviável” em “vários setores de atividade”, “não havendo condições para repercutir os novos custos nos preços”.

Temos questionado a insuficiência das medidas até agora tomadas, bem como o atraso com que têm chegado ao terreno. Propusemos medidas mais robustas, mais abrangentes e mais adequadas”, escreve António Saraiva, na missiva que tem a data desta sexta-feira. Mas como nem todos os setores da economia sofrem estes problemas na mesma medida, a CIP diz estar “em condições de apresentar um conjunto mais completo de medidas para gerir o aumento dos custos de produção e de funcionamento”, em setembro.

É precisamente em setembro que António Costa pretende apresentar um novo pacote de medidas para apoiar as famílias, bem como a “atividade das empresas”, na sequência da escalada da inflação. O primeiro fez o anúncio no arranque do debate do Estado da Nação, sem no entanto dar detalhes, mas justificou a decisão com o prolongamento da guerra na Ucrânia.

O presidente da CIP sublinha ainda que estão atentos ao que “está a ser feito em diversos outros países e a forma como a competitividade das empresas está a ser defendida” e defende que “isso é essencial para a manutenção do tecido empresarial”. E, em jeito de recado, diz que “Portugal tem que ser capaz de encontrar a forma de não perder competitividade, para que as empresas portuguesas não só subsistam, mas invistam e empreguem cada vez mais”.

(Notícia atualizada com mais informação)

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