Novobanco? Teria que ser uma oportunidade “muito, muito atrativa”, afirma BCP

CFO reforça que o banco está comprometido com o plano estratégico, que prevê a distribuição de mais de 75% dos resultados. Plano de recompra de ações de 200 milhões avança "em breve".

O BCP está comprometido com o seu plano estratégico, focado na criação de valor e na distribuição de mais de 75% dos seus resultados. Questionado sobre o eventual interesse no Novobanco, o administrador financeiro do BCP, Miguel Bragança, diz que a entidade está focada no crescimento orgânico e teria que ser “uma oportunidade muito, muito atrativa” para mudar a estratégia.

“Apresentamos a nossa estratégia focada na criação de valor”, disse o CFO do banco, que fechou o último ano com lucros acima de 900 milhões de euros, apontando que o plano estratégico prevê o crescimento orgânico e a distribuição de mais de 75% dos resultados pelos acionistas. Dito isto, Miguel Bragança admite que “oportunidades podem surgir. Se virmos que gera mais valor, temos que reanalisar a nossa estratégia“, adiantou o responsável numa conference call com investidores.

Miguel Bragança reforçou, porém, que, para o banco alterar a sua estratégia, teria que ser um negócio muito atrativo e no melhor interesse dos acionistas, depois de analisados os custos de oportunidade e o potencial impacto da aquisição. “Temos de estar muito confortáveis que [o negócio] é no melhor interesse dos nossos acionistas”, adiantou.

Sem querer ser mais direto, o administrador financeiro do banco liderado por Miguel Maya reforçou que o plano principal passa por “desenvolver o banco e distribuir mais de 75% dos resultados”.

As declarações do CFO vêm em linha com os comentários feitos pelo CEO no início deste mês, que afirmou que se o Novobanco tiver “um preço adequado, se criar valor para os acionistas e fizer sentido para a economia portuguesa”, o BCP poderia “considerar” a aquisição do concorrente.

Este ano, o banco vai pagar um dividendo de cerca de 450 milhões e já tem autorização do supervisor para recomprar ações num montante de 200 milhões. “Vamos começar em breve o programa”, confirmou o CEO Miguel Maya, numa primeira apresentação dos resultados do ano passado.

O banco quer distribuir 50% dos seus resultados em dividendos e os outros 25% através de um programa de buyback.

Confrontado pelos analistas sobre se o banco tem capacidade para garantir a realização de um programa de recompra de ações todos os anos, Miguel Bragança respondeu: “Se num ano, ano e meio virmos que não conseguimos gerar valor, teremos que regressar ao mercado e rever o nosso plano. Mas não é isso que temos agora“.

“Se não for possível, teremos que recalibrar o plano”, admitiu, argumentando, porém, que o plano foi apresentado em outubro e o banco está a implementá-lo.

Quanto à atividade do banco, o CEO Miguel Maya reiterou que o BCP está a entrar numa nova fase, apresentando bons resultados, um balanço sólido e com um plano de negócios em andamento.

Depois de o ano passado ter fechado com um contributo negativo do Millennium bim em Moçambique, devido “aos impactos decorrentes da situação económico-financeira que o país atravessa, nomeadamente pela descida da notação de rating da dívida soberana”, Miguel Maya deixou uma mensagem positiva, adiantando que está confiante que os moçambicanos vão conseguir dar a volta a esta situação.

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