Presidenciais: Seguro diz que Estado é “empecilho” ao investimento têxtil
Candidato presidencial defendeu que produção para a defesa, seja em coletes, capacetes, em sensores ou em tecidos aplicados em submarinos ou em carros de combate pode ajudar a resolver crise do setor.
O candidato presidencial António José Seguro acusou esta quarta-feira o Estado de ser “muito burocrático” e “um empecilho” ao investimento das empresas têxteis e advogou que este setor deve ser potenciado na área da defesa.
“O Estado é muito burocrático e é um empecilho, muitas das vezes, ao investimento e à ação das nossas empresas na área dos têxteis”, referiu, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, em Vila Nova de Famalicão.
Mostrando-se preocupado com a situação do setor, Seguro adiantou que outra solução passa pela produção para a defesa, seja em coletes, capacetes, em sensores ou em tecidos que possam ser aplicados em submarinos ou em carros de combate.
“Isso dá valor, isso dá crescimento para a nossa economia, cria riqueza, e cria postos de trabalho e também remunera melhor as pessoas que trabalham no setor têxtil. Portanto, há soluções, há horizonte, falta coragem política”, referiu.
António José Seguro criticou ainda o atraso na operacionalização do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
“O acordo com o Mercosul foi assinado em dezembro do ano passado. Passaram oito meses, só agora começaram a ser distribuídos os instrumentos de ratificação pelos Estados-membros. Quantos meses mais vai levar?”, questionou.
Vincou que, numa altura em que os Estados Unidos aumentam as tarifas, o Mercosul pode ser uma alternativa.
“Nós temos empresários com uma enorme resiliência, com uma visão de futuro, com uma grande coragem. O Estado não pode ser um empecilho, o Estado tem de ajudar, o Estado e a própria Europa”, defendeu.
Nesta visita a Famalicão, e referindo-se às presidenciais, Seguro repetiu que, com a candidatura de André Ventura, “tudo fica muito mais claro”.
Seguro renovou o apelo para que todos os democratas, os progressistas e os humanistas convirjam em torno da sua candidatura, “que é uma candidatura plural” e que “prefere as pontes aos muros”.
“Há demasiada divisão na sociedade portuguesa e eu estou com a minha candidatura para unir os portugueses e para mantermos o nosso chão comum, que nos permite ser diferentes, mas simultaneamente conviver com respeito uns pelos outros”, rematou.
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