IP aumenta lucro em 11% no primeiro semestre. Fim das portagens nas scuts custou 42 milhões
Investimento da Infraestruturas de Portugal na ferrovia baixou para 182 milhões no primeiros semestre, devido à conclusão da generalidade dos projetos do Ferrovia 2020.
A Infraestruturas de Portugal (IP) terminou o primeiro semestre com um resultado líquido de 78,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 11% face aos 70,7 milhões de euros registados no período homólogo, avança a empresa em comunicado.
A empresa responsável pela gestão da infraestrutura rodoviária e ferroviária nacional registou rendimentos operacionais de 710,3 milhões de euros, ficando ligeiramente acima dos 706,5 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2023, impulsionados pelo aumento de rendimento com contratos de construção (+28 milhões de euros), indemnizações compensatórias (+11 milhões de euros), tarifa ferroviária (+3 milhões de euros) e CSR (+3 milhões de euros). No entanto, o rendimento com portagens caiu 42 milhões de euros, após o fim da cobrança nas scuts.
Os gastos operacionais subiram 3,6 milhões de euros para 551 milhões, com a empresa a destacar o aumento do nível de intervenções na infraestrutura rodoferroviária sob gestão da IP, com um aumento de gastos com conservação rodoferroviária de 11,1 milhões, a que acresce a subida dos gastos com pessoal, de 4,2 milhões, aumentos que foram parcialmente compensados por uma redução dos gastos com amortizações (-10 milhões) e outros fornecimentos e serviços externos (-3,5 milhões).
O EBITDA baixou para 267,6 milhões, face aos 277,5 milhões reportados na primeira metade de 2024, enquanto o resultado operacional se manteve praticamente estável nos 159,2 milhões de euros.
Em termos de investimento, a IP investiu 182 milhões de euros na ferrovia, menos 37,5 milhões que o valor investido até junho de 2024, “refletindo a conclusão da generalidade dos projetos do Ferrovia 2020”. Na rede rodoviária, o investimento foi de 67,3 milhões, dos quais 53,5 milhões em investimentos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mais 27,9 milhões do que em igual período de 2024.
A dívida financeira da IP fixou-se em 3.261 milhões de euros no final de semestre. “A junho de 2025, a redução da dívida no montante de 22 milhões de euros resultou das amortizações de capital previstas nos planos de reembolso dos empréstimos contraídos junto do BEI”, explica o comunicado.
(Notícia atualizada)
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