Seguros. 10 riscos que mais preocupam os empresários em 2026
Consultoras e seguradoras apontam para os desafios que devem estar no radar das empresas e dos mediadores de seguros. Conheça os 10 principais.
As empresas portuguesas começam a olhar melhor para o médio prazo, com os relatórios das consultoras e estudos de seguradoras a apontar para um cenário cada vez mais complexo e volátil. Com base nas perceções dos empresários nacionais e nas tendências globais identificadas por empresas de seguros como a Aon, Marsh, Allianz e outras entidades, estes são os riscos que devem estar no radar das empresas portuguesas, e dos mediadores de seguros que lhes dão apoio, em 2026.
Instabilidade política e social
De acordo com a Marsh, no seu estudo “A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos 2025”, 54% dos inquiridos apontam para a instabilidade política e social como o maior risco em Portugal. Esta preocupação reflete o papel central das decisões políticas no ambiente de negócios, com consequências para a regulação, os impostos e a confiança dos investidores.
Ciberataques e violação de dados
Os riscos tecnológicos mantêm-se no topo da lista: 47% das empresas portuguesas assinalaram os ciberataques como uma das suas maiores preocupações. O Barómetro de Risco da Allianz reforça esta tendência: 57% das empresas nacionais consideram os incidentes cibernéticos o risco mais grave que enfrentam. Já o relatório da seguradora Hiscox revela que mais de metade das PME em Portugal sofreram, pelo menos, um ataque nos 12 meses anteriores. A crescente sofisticação dos ataques, incluindo ransomware e phishing, exige não só seguros, mas também uma estratégia robusta de resiliência digital.
Retenção e atração de talento
A Marsh destaca a retenção de talento entre os riscos mais citados pelas empresas portuguesas (45% dos entrevistados). Em paralelo, muitos gestores alertam para a escassez de profissionais especializados, em particular nas áreas de cibersegurança e tecnologia. A rotatividade elevada, a falta de compromisso dos colaboradores e a competição por talento qualificado são fatores que podem minar a sustentabilidade de muitos negócios.
Eventos climáticos extremos e risco ambiental
No estudo da Marsh, 38% das empresas portuguesas manifestaram preocupação quanto à ocorrência de eventos climáticos extremos. A sensibilidade para os riscos ambientais tem crescido, alimentada por secas, incêndios e inundações. Paralelamente, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) em Portugal alertou para a exposição do setor segurador ao risco climático, num relatório recente. Os empresários começam, assim, a ponderar não só seguros, mas também investimentos em práticas mais sustentáveis.
Interrupção das operações
A interrupção de negócio figura entre os maiores temores nas empresas nacionais, muitas delas dependentes de cadeias de abastecimento globais. Problemas logísticos, falhas em fornecedores críticos e choques externos, como desastres naturais ou crises políticas, podem paralisar operações ou provocar perdas significativas. Esta ameaça está alinhada com as conclusões mais amplas da Aon para o médio prazo.
Liquidez e fluxos de caixa
Tanto a Aon quanto a Marsh sublinham o risco de liquidez como central para muitas empresas. Em Portugal, o planeamento financeiro rigoroso torna-se cada vez mais estratégico: garantir reservas, negociar condições de crédito e preparar-se para choques pode fazer a diferença entre resistir ou sucumbir a um abalo económico.
Alterações regulatórias e compliance
As empresas portuguesas estão também muito atentas às mudanças legislativas. Segundo a WTW, 85% dos gestores consideram a violação da regulação um risco importante. No panorama nacional, a adaptação a novas leis de proteção de dados, ESG, fiscalidade e emprego pode gerar custos elevados e obrigar a uma reestruturação dos modelos de negócio.
Reputação corporativa
Com a digitalização e a crescente atenção pública, o risco reputacional adquire nova escala. Um escândalo de cibersegurança, uma falha ambiental ou uma crise laboral pode rapidamente afetar a imagem de uma empresa, influenciando clientes, investidores e parceiros.
Competição e disrupção
Modelos de negócio inovadores, startups tecnológicas e players internacionais exercem pressão crescente sobre empresas tradicionais. A Aon destaca a competição crescente como um risco estratégico: para muitas empresas portuguesas, a adaptação e a inovação já não são opcionais, mas uma exigência para manter a relevância.
Risco transacional (fusões & aquisições)
Um risco emergente no mercado nacional é o da segurança nas operações de M&A. A Marsh reporta um forte crescimento na procura por seguros transacionais (“Transactional Risk Insurance”) por parte de empresas portuguesas envolvidas em fusões e aquisições. Esse tipo de seguro protege contra contingências como litígios pós-transação, falhas em representações e garantias, e outras surpresas financeiras.
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