Ações das petrolíferas americanas disparam com “via aberta” para crude venezuelano
Empresas de energia seguem a negociar com ganhos expressivos, animadas pela perspetiva de entrada na Venezuela, após Trump ter garantido que EUA vão assumir reservas petrolíferas no país.
- As bolsas norte-americanas iniciaram a semana em alta, impulsionadas pela intervenção dos EUA na Venezuela e pela prisão de Nicolás Maduro, com Donald Trump a prometer que as petrolíferas americanas vão assumir o controlo da exploração do petróleo venezuelano.
- As ações das principais petrolíferas dos EUA, como ConocoPhillips e Chevron, registaram ganhos significativos, refletindo a expectativa de investimentos bilionários na infraestrutura petrolífera da Venezuela, que se encontra em péssimo estado.
- A intervenção dos EUA pode transformar o setor petrolífero venezuelano, com Trump a afirmar que as empresas americanas estão ansiosas para investir e reverter o histórico fracasso da produção de petróleo no país.
As bolsas norte-americanas arrancaram a semana no verde, impulsionadas pelos fortes ganhos registados pelas petrolíferas, após a intervenção norte-americana na Venezuela e a prisão do presidente Nicolas Maduro, com Donald Trump a garantir que as petrolíferas americanas vão tomar conta da exploração do petróleo venezuelano.
O índice S&P 500 segue a subir 0,49% para 6.892,19 pontos, enquanto o Dow Jones avança 0,19% para 48.475,81 pontos e o Nasdaq valoriza 0,92% para 23.449,669 pontos, naquela que é a primeira sessão desde a intervenção dos EUA na Venezuela após semanas de tensão e ameaças por parte de Washington.
O foco das atenções está nas empresas de petróleo dos EUA, que seguem a negociar com ganhos expressivos, depois de Donald Trump ter afirmado que os EUA vão assumir o controlo das reservas petrolíferas da Venezuela.
Os títulos da ConocoPhillips seguem a disparar 5,9%, enquanto a Chevron salta 5% e a Exxon Mobil segue a valorizar 2,3%.
A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo, mas a nacionalização da produção, aliada à falta de investimento, levou a uma deterioração da infraestrutura de exploração do país.
“Como todos sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam a extrair quase nada em comparação com o que poderiam estar a extrair”, disse Trump na conferência de imprensa em Mar-a-Largo, no último sábado, após a retirada de Maduro.
“Vamos ter as nossas grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, a entrar no país, a investir bilhões de dólares, consertando a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começando a gerar lucro para o país”, acrescentou ainda.
Já no domingo, em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One, reforçou que falou com “todas” as empresas petrolíferas dos EUA, “antes e depois” de as forças americanas capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, sobre seus planos de investimento no país.
“Eles querem entrar desesperadamente”, disse Trump. “Vamos fazer com que as grandes empresas de petróleo entrem [na Venezuela] e consertem a infraestrutura. Elas vão investir dinheiro. Nós não vamos investir nada”, garantiu.
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