Um em cada quatro jovens europeus acumula trabalho e estudos. Portugal abaixo da média
Mais de 25% dos jovens europeus que estudam também têm um emprego, de acordo com os dados do Eurostat. Portugal está abaixo da média comunitária, registando mesmo a nona taxa mais baixa da UE.
Portugal está entre os nove países da União Europeia (UE) onde menos jovens acumulam os estudos com um emprego, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat. A Roménia é o Estado-membro com a taxa mais baixa, enquanto os Países Baixos destacam-se com a fatia mais elevada de jovens que, além de estudarem, também trabalham.
“Em 2024, 25,4% dos jovens europeus (15 a 29 anos) estavam empregados enquanto frequentavam o ensino formal, 71,4% dos jovens mantiveram-se fora da força de trabalho e 3,2% estavam desempregados (disponíveis para trabalhar e a procurar ativamente um emprego) enquanto frequentavam o ensino formal”, começa por sublinhar o gabinete de estatísticas, no destaque publicado esta manhã.
Entre os vários países, os Países Baixos (74,3%), a Dinamarca (56,4%) e a Alemanha (45,8%) registaram as taxas mais altas de jovens que simultaneamente estudam e trabalham.

Em contraste, a Roménia (2,4%), a Grécia (6,0%) e a Croácia (6,4%) contabilizaram as taxas mais baixas entres os vários Estados-membros do bloco comunitário, como mostra o gráfico acima.
E Portugal? Por cá, 12,3% dos jovens que frequentam o ensino formal têm um emprego, taxa que fica abaixo da referida média comunitária e é mesmo a nona menos expressiva da União Europeia.
Por outro lado, 3,2% dos jovens estudantes portugueses estão desempregados, e, linha com a média da UE. “As fatias mais elevadas de jovens desempregados que frequentam o ensino formal foram registadas na Suécia (14,1%), Finlândia (10,0%) e Dinamarca (9,6%)”, indica o Eurostat.
Há ainda um outro dado a salientar: 84,6% dos jovens estudantes portugueses estão fora do mercado de trabalho, isto é, não estão disponíveis para trabalhar, nem estão à procura de um emprego. Portugal supera, neste ponto, a média comunitária. Entre os vários Estados-membros, a Roménia é, sem surpresa, aquele onde mais jovens estudantes estão fora da força de trabalho (97%).
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