Dinheiro vivo, notas antigas e um ‘apagão’
- ECO
- 9 Novembro 2025
O Banco de Portugal alerta os portugueses para a necessidade de terem dinheiro em numerário como contingente para fenómenos como o 'apagão' de abril. Leia o descodificador.
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O que é o Boletim Notas e Moedas 2025?
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O Banco de Portugal está a dizer às pessoas para terem dinheiro debaixo do colchão?
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O que vai acontecer às notas da primeira série do euro, incluindo a nota de 500 euros?
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As notas em circulação em Portugal têm qualidade suficiente?
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O que está a ser feito para prevenir e detetar contrafação?
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Como é que esta recomendação se articula com pagamentos digitais e o futuro do euro?
Dinheiro vivo, notas antigas e um ‘apagão’
- ECO
- 9 Novembro 2025
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O que é o Boletim Notas e Moedas 2025?
É a publicação anual do Banco de Portugal sobre o ciclo do numerário. Explica como são produzidas, tratadas e distribuídas as notas e moedas em Portugal, apresenta dados sobre levantamentos, qualidade das notas, combate à contrafação, medidas de sustentabilidade e decisões operacionais como a gestão das notas da primeira série do euro. É um documento oficial e técnico, não uma campanha publicitária.
Proxima Pergunta: O Banco de Portugal está a dizer às pessoas para terem dinheiro debaixo do colchão?
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O Banco de Portugal está a dizer às pessoas para terem dinheiro debaixo do colchão?
Não. O Banco de Portugal não usa essa expressão nem incentiva acumulação excessiva de numerário em casa. O que faz, de forma explícita, é recomendar que os cidadãos mantenham “algum dinheiro físico disponível“, usando o apagão elétrico de abril como exemplo de risco sistémico. A mensagem é prudencial, mas tem leitura política: reforça o papel do numerário como rede de segurança numa economia altamente digitalizada e dependente de infraestruturas críticas.
Proxima Pergunta: O que vai acontecer às notas da primeira série do euro, incluindo a nota de 500 euros?
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O que vai acontecer às notas da primeira série do euro, incluindo a nota de 500 euros?
O Banco de Portugal pediu às entidades que trabalham com numerário para deixarem de recircular todas as notas da primeira série até 31 de dezembro de 2026 e deixará de as fornecer a partir de 1 de janeiro de 2026. Mas estas notas, incluindo as de 500 euros, mantêm curso legal e podem continuar a ser usadas ou depositadas. Na prática, vão desaparecendo do dia a dia por via do sistema bancário, não por perda de validade.
Proxima Pergunta: As notas em circulação em Portugal têm qualidade suficiente?
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As notas em circulação em Portugal têm qualidade suficiente?
Em quase todas as denominações, sim. Os níveis de notas em mau estado estão dentro dos limites definidos pelo Banco Central Europeu. A exceção é a nota de 5 euros, em que a percentagem de notas incapazes ultrapassa o referencial recomendado. O Banco de Portugal assinala o desvio e indica acompanhamento, o que significa que esta denominação está sob vigilância acrescida e poderá justificar reforço de substituição.
Proxima Pergunta: O que está a ser feito para prevenir e detetar contrafação?
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O que está a ser feito para prevenir e detetar contrafação?
O boletim descreve os mecanismos de controlo de qualidade nas instituições de crédito, o uso de equipamentos de autenticação, ações de formação e cooperação internacional no âmbito do programa europeu Péricles. A mensagem essencial para o público é simples: as notas e moedas têm elementos de segurança verificáveis, a taxa de contrafação permanece baixa e existem canais formais para análise de suspeitas junto do Banco de Portugal e forças de segurança.
Proxima Pergunta: Como é que esta recomendação se articula com pagamentos digitais e o futuro do euro?
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Como é que esta recomendação se articula com pagamentos digitais e o futuro do euro?
O relatório reforça que o numerário continua a ser meio de pagamento legal, acessível e uma reserva operacional importante em cenários de falha tecnológica. Não substitui nem desaconselha cartões, MB Way ou outros meios eletrónicos: enquadra o dinheiro físico como complemento de resiliência. O boletim menciona o enquadramento europeu em que o numerário coexiste com soluções digitais, num contexto em que o euro digital está a ser desenhado para reforçar esta combinação de opções, não para eliminar as notas e moedas.