Impacto da diversidade e da inclusão na acessibilidade digital

  • João Pacheco e Mafalda Garcês
  • 7 Julho 2021

O que importa é o progresso e não a perfeição. Esta crença e a existência de diversidade de perspetivas ajudam-nos a proporcionar a todos os utilizadores a melhor experiência possível.

As startups têm tido um papel cada vez mais relevante na sociedade ao promoverem a consciência social empresarial. A tecnologia tem vindo a resolver vários problemas quotidianos, mas torna-se cada vez mais importante que o faça de forma inclusiva e sustentável, pois só assim poderemos ter soluções tecnológicas mais acessíveis e adequadas.

A Dashlane, enquanto empresa de software, procura resolver um problema comum a todas as pessoas que navegam na internet: a sua segurança. De modo a contribuir positivamente para a resolução deste problema, precisamos que o nosso software chegue a todos, e isso implica procurar, diariamente, tornar o produto mais acessível. Em paralelo com a nossa missão de sensibilizar as pessoas para a necessidade de protegerem a sua vida online, está a necessidade de que o façam com ferramentas acessíveis. Ao longo do tempo, temos vindo a perceber que este objetivo fica mais alcançável quando nos focamos em duas vertentes essenciais e que se interligam: as pessoas e o produto.

Comecemos por falar das pessoas. Um grupo de indivíduos diverso estimula a criatividade e a inovação na força de trabalho. Uma variedade de vozes levará certamente à criação de um produto final robusto e inclusivo. Assim, apostamos na diversidade das nossas equipas, tentando contratar não só mais mulheres, mas pessoas de diferentes etnias, raças, etc. Uma fatia importante dos nossos utilizadores tem necessidades específicas – que se não forem respondidas podem inviabilizar a utilização da solução. Já o produto – desafia-nos a encontrar soluções que permitam fazer o que é certo para os utilizadores. Parte do desafio passa por encontrar soluções inclusivas e ter a preocupação constante de as melhorar. Temos recentemente adotado três diferentes estratégias para trabalhar a acessibilidade do nosso produto:

  • Procurar ajuda

O primeiro passo é reconhecer o que pode ser melhorado e, nesse âmbito, importa contar com a ajuda de especialistas. A Dashlane trabalha em parceria com empresas especialistas no tema da acessibilidade, que nos ajudam a identificar as áreas de melhoria, permitindo-nos analisar os nossos “blind spots”;

  • Implementar boas práticas

No desenvolvimento do nosso design system (um conjunto de componentes que complementam a nossa linguagem visual de produto), procuramos aplicar as melhores práticas de acordo com o guia de accessibilidade WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), tendo vindo a ser um processo de constante aprendizagem;

  • Abraçar a divergência

Os “Hackathons” permitem-nos juntar pessoas de todas as áreas da empresa e tê-las focadas em desenvolver projetos para melhorar o produto. Numa das mais recentes edições, um conjunto multidisciplinar e diverso desenvolveu pequenas mudanças para ajudar o produto a “ler” o onboarding, de forma a auxiliar as pessoas com limitações visuais. O produto deixa de ser “invisível”, e torna-se acessível a mais utilizadores.

Sabemos que há muito caminho a percorrer para chegarmos a um lugar de verdadeira inclusão e esse conhecimento ajuda-nos a trabalhar para chegar lá. Como gostamos de dizer, o que importa é o progresso e não a perfeição. Acreditamos que esta crença e a existência de diversidade de perspetivas ajudam-nos a proporcionar a todos os utilizadores a melhor experiência possível.

  • João Pacheco
  • Product designer da Dashlane
  • Mafalda Garcês
  • People director da Dashlane

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