O que realmente importa

  • Mariana de Araújo Barbosa
  • 29 Março 2019

Nunca como agora foi tão importante olhar para as pessoas. A nova Pessoas reflete esse urgência.

Todos temos um passado. Há um mês, a Pessoas era a Pessoal, revista que existe desde 1975 no mercado e um dos motivos de orgulho da Associação Portuguesa da Gestão das Pessoas (APG), dona da publicação, que a distribui a cada dois meses pelos associados. O ECO, com pouco mais de dois anos de presença no mercado, olhou para a Pessoal como uma alavanca de aprendizagem e crescimento. E a APG para o ECO como o parceiro ideal para poder modernizar a revista.

Do passado, retiraram-se ensinamentos, aprendizagens, como um caminho que se faz com solavancos, percalços e alegrias.

No ECO, queremos manter a génese da Pessoal, agora Pessoas: a reputação técnica alavancada nos protagonistas vai permitir à nova Pessoas crescer em dimensão física e em profundidade. Mas acreditamos que é através destas bases sólidas que podemos fazer melhor. Dar a conhecer novas histórias, ir à procura de diferentes protagonistas e tocar temas sensíveis num setor com tantos desafios.

No número de arranque, fomos até Matosinhos conhecer os bastidores da Mercadona, gigante de distribuição espanhol que está a ultimar os preparativos para a entrada no mercado português. A propósito da nova lei da igualdade salarial, que entrou em vigor a 21 de fevereiro, desafiámos o secretário de Estado do Emprego a falar sobre os desafios e os planos do Governo em matéria de gender gap. Demos um pulo à Xing, concorrente do LinkedIn para o mercado alemão e que tem uma equipa de mais de 100 pessoas num escritório em Matosinhos e fomos tomar um café com Joana Queiroz Ribeiro, que lidera as 3.200 pessoas que trabalham na Fidelidade. Visitámos o ateliê Openbook Architecture, especializado em desenhar espaços de trabalho e responsável por alguns dos mais emblemáticos escritórios de Lisboa, casos da sociedade de advogados Vieira de Almeida, da consultora KPMG ou da tecnológica Microsoft. E ainda fomos conhecer a australiana Leyla Acaroglu que criou em Figueira Redonda, perto de Tomar, um brain spa para regenerar a mente.

Acreditamos que boas histórias terão sempre lugar no jornalismo. E sempre pessoas que queiram lê-las e a deixar-se inspirar por elas. Este março, recomeçamos. Sejam bem-vindos a esta casa que é vossa também.

P.S.: A nova Pessoas não se esgota no online e terá também uma edição papel com outros relacionados com talento, gestão de pessoas, recrutamento e eventos. Se quiser assinar a nova Pessoas, enviar sugestões ou comentários contacte-nos: pessoas@eco.pt

  • Mariana de Araújo Barbosa

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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