Diogo Queiroz de Andrade

  • Jornalista
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em O triunfo da sociedade da desinformação

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em O triunfo da sociedade da desinformação

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em O triunfo da sociedade da desinformação

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em O Pegasus é só uma parte do problema

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos
Diogo Queiroz de Andrade
Diogo Queiroz de Andrade
ECO - Economia online

Em Está na altura de destruir a blockchain

Diogo Queiroz de Andrade

Depois de mais de uma década de exploração digital com rédea solta, cidadãos e governos parecem ter finalmente acordado e estão a começar a mudar comportamentos e a limitar o alcance das plataformas digitais. Daqui por dois anos, o cenário será muito diferente - e isso cria oportunidades e riscos que importa entender.

Em menos de três semanas, a catadupa de notícias sobre a limitação das plataformas ganha contornos impressionantes. Nem precisamos de sair da Europa para confirmar que tudo mudou e que o comportamento submisso face às grandes plataformas já não existe.

Comecemos pela Alemanha, onde o governo que tomou posse em Dezembro tem uma postura bastante mais crítica face ao cenário digital em que vivemos. E já se começam a sentir as consequências: A entidade para a regulação da concorrência denominou a Google uma empresa "com impacto relevante em diversos mercados", o que implica a abertura de um processo de averiguações que vai atingir as práticvas anti-competitivas da Google.

Em causa, antes de mais, estarão as práticas dominantes no mercado de pesquisa e de vários produtos que vão dos mapas até ao Chrome - o que vai atingir a empresa no âmago do seu retorno financeiro. E a Amazon será o gigante seguinte a ser investigado. Mesmo ao lado, na Áustria, a Comissão de Proteção de Dados acaba de concluir que o sistema de análise Google Analytics viola o GDPR europeu, ao permitir a transferência de dados críticos para os Estados Unidos. Esta decisão vem na sequência de uma queixa que originou numa ong austríaca chamada NOYB (None of Your Business), que tem vários processos a decorrer contra os gigantes digitais. Este mereceu já a concordância da Agência Europeia de Proteção de Dados, que concluiu que o Parlamento Europeu não pode continuar a usar o Google Analytics.

Em França, o cenário está ainda pior: o regulador de dados informou o mercado que vai processar a Google em 150 milhões de euros e a Facebook em 60 milhões devido à sua falha em implementar sistemas que permitam aos utilizadores recusar mecanismos de proteção de privacidade. Esta nova visão mais inclusiva da privacidade ainda promete dar origem a muitos mais processos de defesa dos consumidores, por causa das ações das plataformas na tentativa continuada de abuso dos dados dos cidadãos. Atravessando o canal da Mancha, o Reino Unido acaba de aceitar um processo que exige 2.3 mil milhões em compensação pelo abuso de privacidade a que o Facebook submeteu os seus utilizadores britânicos.

A isto juntam-se os vários processos a decorrer nos Estados Unidos sobre práticas anti-concorrenciais visando os gigantes Amazon, Apple, Google e Facebook - e Zuckerberg acaba de ser informado por um juiz federal que o processo que visa partir a empresa aos bocados vai mesmo avançar. E, claro, o esforço legislativo da União Europeia está a começar a dar frutos visíveis: o Digital Markets Act e o Digital Services Act vão compôr o ramalhete que permitirá à Comissão Europeia instaurar processos que moralizem o sistema digital e melhor protejam os cidadãos.

Tudo isto vai abrir oportunidades no ecosistema de serviços digitais a empresas que respeitem a privacidade, que trabalhem em nichos de mercado e que obedeçam à regulamentação europeia. São estes novos enquadramentos jurídicos que vão enformar as plataformas da próxima geração, estejam elas no multiverso ou baseadas nas várias blockchains que procuram afirmação.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos

Biografia

Jornalista que escreve sobre temas que estão na intersecção da política, da tecnologia e da cultura. Foi diretor-adjunto do Público e diretor criativo do Observador, realizou documentários para a RTP e colaborou com mais uma dúzia de títulos de imprensa. Divide o trabalho jornalístico com a investigação académica, apontando ao futuro digital dos média. Costuma andar pelo Twitter: @dqandrade.