Catarina Martins e Costa chocam no tema das subvenções partidárias

  • Marta Santos Silva
  • 22 Setembro 2016

A líder do Bloco de Esquerda opõe-se a viva voz ao fim dos cortes nas subvenções aos partidos. Costa diz que não haverá nada em contrário no OE.

Catarina Martins defendeu esta quinta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, que sejam prolongados os cortes de 10% nas subvenções aos partidos, que a atual lei prevê terminarem no final de dezembro deste ano. O primeiro-ministro revelou, no entanto, que o Governo não tenciona apresentar medidas no Orçamento de Estado para 2017 que contrariem essa previsão.

Acusando o PSD, na pessoa do seu secretário-geral José Matos Rosa, de só se preocupar com a reposição dos rendimentos quando se fala nos dos partidos, Catarina Martins opôs-se ao fim dos cortes de 10% nas subvenções aos partidos. Esta semana, o Partido Socialista também já tinha tornado clara a sua posição a favor do fim destes cortes.

O primeiro-ministro António Costa respondeu que “os partidos têm custos e a democracia tem custos”, e sublinhou que as subvenções públicas são preferíveis a “voltar atrás aumentando o financiamento privado”. O líder socialista afirmou que o Governo “não condicionará o debate na Assembleia da República”, deixando a porta aberta para que os partidos que se oponham ao fim dos cortes tenham a iniciativa de apresentar propostas nesse sentido no parlamento.

António Costa sublinhou, no entanto, que “será razoavelmente consensual” que é possível e desejável reduzir os custos das campanhas eleitorais.

José Matos Rosa, secretário-geral do PSD, disse esta terça-feira ao jornal Público que “chegou a hora de devolver os rendimentos também aos partidos”, e o secretário nacional do Partido Socialista nas Finanças, Luís Patrão, expressara a posição do PS no mesmo sentido. O CDS, o PCP e o Bloco de Esquerda já defenderam, em várias ocasiões, a sua oposição ao fim destes cortes e a intenção de propor projetos de lei que os mantenham.

Editado por Mónica Silvares.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Catarina Martins e Costa chocam no tema das subvenções partidárias

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião