BlackRock. Obrigações portuguesas “oferecem valor” aos investidores

Face aos juros baixos ou negativos de vários países do euro, a BlackRock recomenda investir na dívida portuguesa.

As obrigações do Tesouro da periferia da zona euro “ainda têm muito para oferecer”, apesar dos “riscos de curto prazo e do ruído político” dos próximos meses, considerou Marilyn Watson, estratega de obrigações da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, em entrevista à Bloomberg TV.

“Há muitos riscos de curto-prazo e muito ruído político que teremos de enfrentar nos próximos meses. Mas certamente que num horizonte de médio-prazo, pensamos que a periferia da Europa ainda tem muito para oferecer, salientou o responsável, reforçando que se os investidores estiverem “preparados para aguentar a volatilidade” e “para assumir investimentos de médio prazo”, há valor nos soberanos com menor rating, sobretudo num cenário em que a dívida dos principais países da zona euro “nada oferecem ou oferecem juros negativos“.

Abordando o caso concreto de Portugal, o cenário também é positivo. A dívida portuguesa “oferece valor” aos investidores, acrescentou Watson, para quem a revisão em baixa do rating atribuído ao país da parte da agência canadiana DBRS é “obviamente uma possibilidade” que o mercado está a ter em conta no preço que exige para deter títulos de dívida portuguesa.

Uma opinião que contrasta com as perspetivas dos analistas JP Morgan Chase, que antecipam numa “decente redução” dos juros portugueses assim que a agência canadiana confirmar o rating e o outlook de Portugal no próximo dia 21 de outubro.

Evolução dos juros da dívida portuguesa a 10 anos

De resto, os juros associados à dívida portuguesa subiam na generalidade dos prazos, com a taxa de referência a 10 anos a agravar para o patamar mais elevado desde abril, situando-se nos 3,42%. Já os juros a 10 anos das bunds seguiam em terreno negativo, nos -0,102%. Entretanto, o spread face à dívida alemã dilatava-se para reforçar máximos deste fevereiro, nos 351,96 pontos. Face à dívida espanhola, o diferencial dos juros portugueses estava no valor mais elevado desde outubro de 2013.

 

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