Inflação na Zona Euro ascende a níveis de 2014

  • Marta Santos Silva
  • 30 Setembro 2016

Dados revelados hoje pelo Eurostat mostram que em setembro a inflação anual na Zona Euro atingiu 0,4%.

A inflação anual na Zona Euro terá atingido os 0,4% em setembro, revelou esta sexta-feira o gabinete estatístico da União Europeia, o Eurostat. O valor, que duplicou relativamente aos 0,2% registados em agosto, é o mais alto desde 2014.

O objetivo do Banco Central Europeu seria alcançar uma inflação próxima de 2% — os resultados provisórios de setembro divulgados hoje são promissores mas estão ainda longe dessa meta. A inflação média é arrastada para baixo por um período de deflação nos preços da energia, cuja queda abrandou, no entanto, em setembro: a inflação anual da energia foi de -3%, uma melhoria substancial relativamente aos -5,6% registados em agosto.

Evolução da inflação na Zona Euro

O economista Jack Allen, que falou à Bloomberg, explicou que o aumento dos preços da energia deverá continuar a aumentar, inflacionando a média na Zona Euro. “A não ser que os preços do petróleo voltem a cair de repente, a inflação global deverá subir na direção do objetivo de quase 2% do Banco Central Europeu ao longo dos próximos meses à medida que vão desaparecendo finalmente os efeitos negativos da energia”, afirmou o economista da Capital Economics, em Londres. “Mas isto vai ser temporário”.

A decisão de ontem da OPEP em cortar a produção de crude também vai ajudar a manter a pressão em alta dos preços do ouro negro, já que haverá uma menor oferta, sendo de prever uma manutenção do consumo.

A baixa inflação na Zona Euro é uma preocupação premente para o Banco Central Europeu, que se tem visto forçado a comprar 80 mil milhões de euros em dívida todos os meses.

O Eurostat também divulgou hoje os dados provisórios do desemprego da Zona Euro em agosto: a taxa de desemprego manteve-se estável nos 10,1%. Portugal é dos países com mais desemprego na Zona Euro.

Editado por Mónica Silvares.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Inflação na Zona Euro ascende a níveis de 2014

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião