Governo britânico reduz posição no Lloyds para 8%

Intervenção no banco liderado por António Horta-Osório custou 23,8 milhões de euros aos cofres públicos. Governo já recuperou 19,9 mil milhões.

O Governo britânico reduziu a sua participação no Lloyds para 7,99%, tendo recuperado até ao momento 17 mil milhões de libras (19,9 mil milhões de euros) dos 20,3 mil milhões de libras (23,8 mil milhões de euros) que injetou no banco liderado por António Horta Osório em 2008.

A informação foi avançada esta manhã pelo Tesouro britânico, que adiantou que o governo vai manter a sua trajetória de saída do banco de forma “ordeira e medida”.

“Alienar as nossas ações do Lloyds Banking Group e assegurar que recebemos de volta todo o dinheiro dos contribuintes que injetamos na instituição durante a crise financeira é uma das minhas prioridades de topo”, declarou o ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, no comunicado.

O Governo chegou a deter 43% do banco em 2008, quando o banco foi alvo de uma intervenção pública para evitar a falência. Em outubro deste ano, os responsáveis públicos anunciaram que, em vez de vender o que restava da sua posição no mercado, iria colocar parcelas junto de investidores institucionais.

“O anúncio de hoje mostra os progressos no regresso do Lloyds à completa propriedade privada e permite aos contribuintes receber o seu dinheiro de volta”, adiantou um porta-voz do banco britânico liderado pelo português desde novembro de 2010. “Isto reflete o trabalho árduo dos últimos cinco anos na transformação do grupo num banco simples, de baixo risco e focado no cliente e que está comprometido com a prosperidade da Grã-Bretanha”.

As ações do Lloyds seguiam a valoriza 1,40% para 59,94 pences de libra. As ações recuam 17% este ano, sendo que à cotação atual o banco liderado por Horta Osório está avaliado em 42,8 mil milhões de libras.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo britânico reduz posição no Lloyds para 8%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião