Sabe como começou a Black Friday? Há várias teorias

Do crash da bolsa de Nova Iorque ao caos nas ruas de Filadélfia, estão algumas das histórias por trás da Black Friday.

Black Friday nem sempre foi sinónimo de descontos nas compras de Natal. Existem diversas teorias sobre a origem da expressão que dá o nome ao dia de grandes promoções nas lojas na sexta-feira que se segue ao feriado do Dia de Ação de Graças. A única certeza que há é que a Black Friday nasceu nos Estados Unidos, para se estender nos últimos anos ao resto do mundo, incluindo Portugal.

Desde o crash do mercado de ouro no século XIX, ao comércio de escravos, passando pelas contas das retalhistas ao trabalho dos polícias e a um jogo de futebol americano, há várias teorias que explicam a associação da expressão Black Friday ao dia louco de compras que acontece já amanhã. Fique a conhecê-las.

1. De Wall Street para as lojas

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A primeira vez que a expressão “Black Friday” foi usada, não foi para se referir ao frenesim de compras nos Estados Unidos no dia que se segue ao feriado de Ação de Graças, mas sim a uma crise financeira. Mais em concreto, o crash que atingiu o mercado de ouro e se alastrou à bolsa a 24 de setembro de 1869.

Naquela ocasião, dois especuladores de Wall Street — Jay Gould e James Fisk — tentaram comprar, em conjunto, a máxima quantidade possível do ouro disponível no país. O objetivo dos dois investidores era inflacionar o preço da matéria-prima, para depois conseguirem vender o “metal amarelo”, entretanto armazenado, com uma grande margem de lucro. Naquela que passou a ser conhecida como “Black Friday” (sexta-feira negra), foi desvendada a conspiração que resultou numa queda abrupta da cotação do ouro e gerou o pânico no mercado bolsista norte-americano, lançando muitos investidores para a falência.

2. Do “vermelho” ao “verde” no balanço das retalhistas

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Uma das principais teorias para a ligação da expressão “Black Friday” ao arranque da época das compras natalícias nos Estados Unidos está associada à rentabilidade das retalhistas.

Dizem os especialistas que apostam nesta teoria, que o Black Friday se instalou porque o dia de compras que se seguia ao feriado de Ação de Graças era o que permitia às retalhistas, após um ano inteiro de prejuízos (no vermelho, “in red” em inglês), passarem finalmente a ter lucros (entrar no negro, “went into the black”), devido à corrida às lojas por parte dos consumidores.

A cor com que as retalhistas anotavam o balanço das suas contas estaria assim na origem da expressão “Black Friday”. Quando tinham prejuízos escreviam a vermelho, quando tinham lucros anotavam-no a negro.

3. Dia negro para a polícia de Filadélfia

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Contudo, uma das teorias a que os especialistas atribuem maior credibilidade para a origem da Black Friday está associada à polícia de Filadélfia. A expressão terá surgido na década de 50 do século passado, pela boca dos próprios polícias, perante o caos que se gerava na cidade no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças.

Nessa sexta-feira, a polícia de Filadélfia via-se a braços com os milhares de pessoas dos arredores que afluíam à cidade em busca das promoções na abertura da época natalícia. Isto acabava por provocar um aumento do número de acidentes de viação, para além de inúmeros episódios de violência. Para agravar a situação, esse dia antecedia o sábado em que o Exército e a Marinha se defrontavam num concorrido jogo de futebol americano. Além de não poderem folgar nessa “sexta-feira negra”, os polícias tinham ainda de se desdobrar em turnos adicionais.

4. Comércio de escravos na Black Friday

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Em anos mais recentes emergiu uma nova teoria para justificar a atribuição da expressão “Black Friday”, associando-a ao comércio de escravos.

De acordo com essa teoria, o dia a seguir ao feriado de Ação de Graças, durante o século XIX, seria a ocasião em que os donos das plantações do Sul dos Estados Unidos conseguiam comprar escravos com desconto. Esta teoria levou mesmo algumas pessoas a apelar a um boicote às retalhistas.

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