CR7 usa empresa irlandesa para pagar menos impostos

  • ECO
  • 1 Dezembro 2016

Na Irlanda o valor a pagar sobre os rendimentos é de 12,5%. Se a empresa fosse sediada em Madrid esse valor subia para os 43,5%.

Cristiano Ronaldo terá criado uma empresa em Dublin, na Irlanda, para pagar menos impostos sobre os rendimentos que recebia dos diretos de imagem e de publicidade. A notícia foi avançada pelo jornal espanhol El Confidencial, mas o porta-voz do futebolista nega que haja qualquer ilegalidade no processo.

A sociedade irlandesa Multisports & Image Management (MIM) Limited foi usada para os contratos publicitários de CR7 com marcas como a Nike, a Linic, a Konami, o KFC e a Toyota. A alegação é feita pelo Football Leaks, numa reportagem publicada pelo El Confidencial, onde mostra documentos que mostram como foi criada a MIM Limited.

pinche-para-leer-el-acta-de-constitucion-de-mim-limited pinche-para-leer-el-contrato-de-mim-con-mobily

Ao alocar os rendimentos de direitos de imagem à empresa sediada na Irlanda, Cristiano Ronaldo terá conseguido pagar menos impostos do que os que pagaria em Espanha. Na Irlanda o valor a pagar sobre os rendimentos é de 12,5%. O jornal escreve que se a empresa fosse sediada em Madrid esse valor subia para os 43,5%, mais 31 pontos percentuais.

Em causa uma possível investigação da Autoridade Tributária espanhola ao jogador português. Caso o regulador avance com o processo, Cristiano Ronaldo pode vir a ser multado, tal como já foi no passado Messi.

Em resposta às alegações feitas, um porta-voz oficial de Cristiano Ronaldo garante que todos os negócios que fez “foram efetuados de acordo com a legislação em vigor”. Além disso, o representante do jogador português afirmou que o atleta tem pago os impostos devidos nos países onde trabalhou ou viveu, não existindo por isso razão para duvidar da legalidade das operações.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CR7 usa empresa irlandesa para pagar menos impostos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião