Passos Coelho: “O PSD não é de direita”

Há um ano, a esquerda uniu-se para expulsar a direita do Executivo. Passos Coelho argumenta, no entanto, que as sondagens não mostram a solidez dessa solução governativa.

Confrontado com os números das últimas sondagens, Passos Coelho desvalorizou e passou a batata quente para o Governo: o que une o PS, BE e PCP é impedir que “aquilo que eles chamam a direita” chegue ao Governo. Qual direita? “Não considero que o PSD seja de direita”, afirmou.

“O Governo tinha um teste para ultrapassar: que não era mais do que uma maioria negativa. O maior cimento que têm é impedir que aquilo que eles chamam a direita governe”, afirmou Pedro Passos Coelho no ECO Talks. E as sondagens mostram que esse teste foi ultrapassado? “É perigoso… É audacioso estar a fazer esse tipo de afirmações com base nas sondagens”.

“Estão dispostos a pagar pela demagogia que tem vindo a ser feito?”, questionou o líder do PSD, referindo o aumento de impostos indiretos e a transformação de medidas extraordinárias, do lado da receita, em permanentes. Além disso, Passos Coelho voltou a acusar o Governo de pôr em causa o funcionamento correto e o investimento público. No entanto, o problema está no futuro: “O que vão dar nos próximos anos?”

Para Passos Coelho, as sondagens mostram “uma tendência de subida do Partido Socialista à custa do PCP e do BE”. No entanto, o líder da oposição ressalvou que as sondagens “mostram conjunturas próprias que não são replicáveis em tempo de eleições”. “Se eu tivesse de olhar para as sondagens não tinha ganho as eleições de 2015”, relembrou.

“As sondagens são um instrumento útil para saber como as pessoas avaliam o que se está a passar”, considerou, argumentando no entanto que o atual período em que é líder de oposição é diferente do momento em 2011, quando havia um “Governo que estava em declínio”. “As coisas não são comparáveis”, afirmou, admitindo que “por enquanto este Governo ainda está em alta”.

Editado por Mónica Silvares

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Passos Coelho: “O PSD não é de direita”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião