Google vai vender tecnologia do carro autónomo a outras empresas

A gigante criou uma nova empresa para vender a tecnologia do carro sem condutor a outras marcas. Parceria com a Fiat Chrysler, ainda não confirmada, pode estar a caminho.

O projeto do carro sem condutor é agora uma empresa independente dentro da Google. A gigante da tecnologia continua empenhada em meter carros sem condutor nas estradas e, por isso, apresentou a Waymo, cujo objetivo é comercializar a tecnologia a outras marcas e fabricantes automóveis.

O anúncio foi feito num evento em São Francisco e, de acordo com a Vox, corriam rumores de que a empresa iria lançar um serviço de boleias partilhadas com carros autónomos desenvolvidos pela Fiat Chrysler. Não há confirmação oficial, mas o jornal não descarta essa possibilidade. Informação concreta deverá vir a público “em breve”.

A gigante tecnológica aproveitou para apresentar Steve Mahan, um homem invisual que se tornou um rosto conhecido nos vídeos de apresentação dos carros sem condutor da Google. Sobre a tecnologia dos carros sem condutor, Mahan disse são “uma promessa de esperança e independência e de continuação da vida ativa” de milhões de norte-americanos com incapacidades.

A Google foi uma as primeiras empresas a trabalhar neste segmento. Começou a fazê-lo em 2009. No entanto, segundo a Vox, está em risco de ser ultrapassada por fabricantes como a Toyota, Ford, Volkswagen, BMW e Tesla, ou empresas como a General Motors, Lyft e Uber. Esta última já transporta pessoas com carros autónomos desde setembro.

A juntar a isso, vários membros da equipa da Google estão a sair do projeto para se juntarem a outras empresas. Um grupo de engenheiros chegou mesmo a fundar uma nova firma, a Otto, que está a desenvolver camiões autónomos. Um ex-líder da equipa também está a criar uma empresa própria.

Face a isto, a Alphabet está numa corrida contra o tempo para transformar o projeto do carro sem condutor num produto comercial. E, como refere a Vox, a Waymo é um importante passo nesse sentido. Deverão surgir mais novidades nos próximos meses e falta saber também que marcas estão interessadas no que a Google desenvolveu ao longo dos últimos sete anos.

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