CaixaBank vende 20 hotéis de luxo à Apollo

O maior acionista do BPI está a vender carteiras de crédito em incumprimento para limpar as contas. Este ano, deverá conseguir reduzir a dívida de difícil cobrança em 2,4 mil milhões de euros.

O CaixaBank, banco catalão que é o maior acionista do BPI, está a desfazer-se de ativos que estavam a pesar nas contas por incumprimento dos clientes. Desta vez, vendeu 20 hotéis de quatro e cinco estrelas, no valor de 700 milhões de euros, ao fundo de investimento norte-americano Apollo, um dos interessados na compra do Novo Banco. A notícia é avançada, esta quinta-feira, pelo El Confidencial.

A operação – assessorada pela Alantra (antiga N+1), também presente em Portugal – ainda está dependente de alguns ajustes entre o CaixaBank e a Apollo, mas está praticamente fechada. Em causa estão ativos do chamado “Proyecto Sun“, nome que foi dado a uma carteira de créditos por pagar por parte de 112 hotéis clientes do banco, no valor de mil milhões de euros, além de 32 unidades hoteleiras que acabaram por passar para as mãos do CaixaBank, por incumprimento dos créditos.

Inicialmente, o objetivo do CaixaBank era vender estes 32 hotéis, mas acabou por vender apenas 20 ao fundo Apollo, deixando os outros 12 de fora da operação. Isto porque, explica o El Confidencial, o valor oferecido por estas 12 unidades foi considerado demasiado baixo, pelo que o banco vai tentar trespassá-las, em vez de vendê-las.

Menos 2.400 milhões em crédito malparado

A limpeza das contas tem sido um dos grandes objetivos da administração do CaixaBank e, desde que o banco catalão começou a sanear o “crédito tóxico”, esta é já a décima primeira operação que consegue fechar.

Antes de vender estes ativos do setor hoteleiro, o CaixaBank já tinha vendido uma carteira de crédito vencido ao fundo escandinavo Lindorff e ao norte-americano D. E. Shaw, por 700 milhões de euros. Vendeu também uma carteira de créditos no valor de 900 milhões de euros ao Goldman Sachs e ao D. E. Shaw.

Feitas as contas, o banco catalão deverá fechar este ano com uma redução de 2.400 milhões de euros da dívida de difícil cobrança, calcula o El Confidencial.

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