Portugal tem a segunda maior dívida pública da UE

  • ECO e Lusa
  • 23 Janeiro 2017

Portugal regista a segunda maior dívida da União Europeia e a quarta subida homóloga, revela o Eurostat.

A dívida pública em função do PIB da zona euro recuou no terceiro trimestre de 2016 para os 90,1%, com Portugal a registar a segunda maior dívida da União Europeia (UE) e a quarta subida homóloga, segundo o Eurostat.

O rácio da dívida pública da zona euro foi, no terceiro trimestre, de 90,1% do Produto Interno Bruto (PIB), um recuo face aos 91,2% registados entre abril e junho e aos 91,5% do período homólogo.

No conjunto dos 28 Estados-membros da UE, a dívida pública foi de 83% do PIB, abaixo dos 85,9% homólogos e dos 84,2% do trimestre anterior.

Entre julho e setembro de 2016, a Grécia registou a dívida mais elevada (176,9%), seguindo-se Portugal (133,4%) e a Itália (132,7%), enquanto os valores mais baixos se observaram na Estónia (9,6%), no Luxemburgo (21,5%) e na Bulgária (28,7%).

Portugal tem a segunda dívida mais elevada

Fonte: Eurostat (Valores em percentagem do PIB)
Fonte: Eurostat (Valores em percentagem do PIB)

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, face ao terceiro trimestre de 2015, 11 Estados-membros viram a sua dívida pública aumentar em função do PIB, com as maiores subidas a ocorrer na Grécia (4,4 pontos percentuais para os 176,9% do PIB), na Lituânia (3,1 pontos, para os 41,3% do PIB) e em Portugal (2,9 pontos percentuais, para os 133,4% do PIB).

As baixas mais significativas registaram-se na Irlanda (-8,5 pontos para os 77,1% do PIB), Holanda (-4,3 pontos para os 61,9% do PIB) e Hungria (-3,2 pontos para os 74,3% do PIB).

A dívida tem sido apontada pelos economistas como uma das principais fragilidades da economia portuguesa. Na primeira entrevista, desde que assumiu funções, o Presidente da República reconheceu que Portugal “tem uma dívida elevada” e que o Executivo deve continuar o “movimento de rotação da dívida: substituir dívida por dívida de mais longo prazo e de juros mais baixos”. “Isto é reestruturação de dívida”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

 

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