Bankinter com lucros recorde de 490 milhões. Portugal ajudou

O espanhol Bankinter registou um lucro recorde de 490 milhões de euros em 2016, ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado. O negócio em Portugal adquirido ao Barclays ajudou.

O espanhol Bankinter registou um lucro recorde de 490 milhões de euros em 2016, mais 30,4% do que no ano anterior, um resultado que ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que apontava para um lucro de 498,5 milhões.

O banco espanhol finalizou a compra da atividade do Barclays em Portugal a 1 de abril. Sem esta operação, o resultado líquido do Bankinter seria de 426,5 milhões de euros, um crescimento de 13,4%. Em relação à operação portuguesa, o lucro antes de impostos fixou-se nos 7,7 milhões de euros.

“No que se refere ao negócio do Bankinter Portugal, o resultado nestes nove meses, entre 1 de abril e 31 de dezembro, permite suportar fundadas esperanças sobre o seu potencial“, diz o banco no comunicado à imprensa. “Os resultados demonstram que o negócio com clientes do Bankinter mantém todo o seu potencial, vê ampliado o seu perímetro depois da abertura estratégica no mercado português e continua a ser a principal fonte de receitas do grupo”, salienta.

"No que se refere ao negócio do Bankinter Portugal, o resultado nestes nove meses, entre 1 de abril e 31 de dezembro, permite suportar fundadas esperanças sobre o seu potencial. Os resultados demonstram que o negócio com clientes do Bankinter mantém todo o seu potencial, vê ampliado o seu perímetro depois da abertura estratégica no mercado português e continua a ser a principal fonte de receitas do grupo.”

Bankinter

A dar força aos resultados esteve ainda a subida da margem financeira — diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos. Esta rubrica registou um crescimento de 12,6% para os 979 milhões de euros, “pese embora o enquadramento de taxas de juro em mínimos” promovido pelo Banco Central Europeu (BCE).

Já o rácio de capital estava fixado nos 11,2% no final de 2016, “muito acima das exigências do BCE aplicáveis em 2017 para o Bankinter, depois do exercício de revisão e avaliação do supervisor (SREP) e que se situa nos 6,5%, as mais baixas da banca em Espanha”, destaca o banco.

O jornalista viajou para Madrid a convite do Bankinter

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