EDP aderiu ao PERES. “Financiámos o Estado”

A EDP revelou hoje que o grupo participou no programa de regularização de dívidas ao Estado. Mas fê-lo ciente de que poderá reaver o dinheiro com juros.

António Mexia explicou os resultados aos jornalistas.Paula Nunes/ECO

A EDP adiantou esta quinta-feira que foi uma das entidades que aderiu ao Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES), tendo liquidado junto do Estado impostos que ainda estão a ser objeto de litígio. “Contribuímos para o financiamento do Estado”, disse o administrador financeiro do grupo, Nuno Alves.

“Fomos ao PERES, porque achámos que não perdemos a capacidade de litigar esses dossiês”, declarou aquele responsável durante a apresentação de resultados da EDP. “Se ganharmos, o Estado tem que nos ressarcir mais os juros corridos“, acrescentou ainda, salientando que o grupo ajudou no financiamento do Estado.

Nuno Alves justificava aos jornalistas por que razão a EDP pagou mais 100 milhões de euros em impostos em Portugal durante 2016, face ao ano anterior. “Paguei mais este ano, significativamente mais, mais de 100 milhões de euros do que o normal em Portugal, ao abrigo de algumas medidas do Governo, nomeadamente o PERES, em que as empresas pagavam esses montantes à cabeça, podendo ser revertidos mais tarde, caso a via judicial assim decida”.

Além do PERES, Nuno Alves revelou que a elétrica nacional participou no programa de reavaliação de ativos.

A EDP apresentou uma subida de 5% dos lucros para 961 milhões de euros em 2016. Foi um desempenho que ficou acima das estimativas dos analistas sondados pela Bloomberg, que apontava para um lucro a rondar os 935 milhões de euros.

A elétrica anunciou ainda um aumento do dividendo para 0,19 euros, ligeiramente acima da remuneração acionista esperada pelos investidores e da praticada nos últimos anos. Representa um payout de 72%.

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