Nos penaliza Lisboa, EDP trava perdas

As bolsas europeias continuam a corrigir de máximos numa sessão especialmente penalizadora para a banca. Lisboa fechou no vermelho, com o índice a ser pressionado pela Nos. EDP trava perdas.

A semana nos mercados arranca com perdas em praticamente todas as praças europeias, à exceção de Madrid (+0,06%, apenas). As bolsas corrigem após uma semana de máximos desde dezembro, com o índice nacional PSI-20 a desvalorizar numa sessão especialmente penalizadora para a banca. Do outro lado do Atlântico, as bolsas norte-americanas também abriram em queda.

O PSI-20 fechou no vermelho com perdas de 0,55% para 4.634,96 pontos. A pressionar o índice esteve, acima de tudo, a operadora Nos, que chegou a cair 7% esta segunda-feira depois do presidente executivo, Miguel Almeida, ter dado aos investidores poucas perspetivas sobre a empresa para a próxima temporada. As ações da empresa, que chegaram a negociar abaixo da fasquia dos cinco euros, encerraram a valer 5,07 euros cada, com perdas de 5,52%.

Registo de perdas também no BCP, com as ações do banco a caírem 0,31% para 0,16 euros, em dia de apresentação de resultados após o fecho da sessão. Já os títulos do Montepio derraparam 5,41% para 0,44 euros. A impedir uma sessão ainda mais negativa esteve a EDP, que avançou 2,14% para 2,87 euros cada título. Esta segunda-feira soube-se que, no próximo dia 20 de março, Ibersol e Novabase passam a integrar o principal índice português, colmatando a saída do BPI após a oferta pública de aquisição lançada pelos espanhóis do CaixaBank.

Na Europa central, destaque negativo para as ações do Deutsche Bank. Foi o pior desempenho da sessão, com o banco alemão a derrapar 7,9% após um fim de semana em que se soube da preparação de um aumento de capital na ordem dos oito mil milhões de euros. O Stoxx 600 fechou em terreno negativo com perdas de 0,52%. Quanto a matérias-primas, o petróleo segue a desvalorizar e negoceia-se em Londres nos 55,83 dólares o barril.

Por fim, esta segunda-feira foi tornado público que o grupo PSA Peugeot Citröen, liderado pelo português Carlos Tavares, chegou a um acordo para adquirir a Opel num negócio de 2,2 mil milhões de euros. A fusão irá criar o segundo maior fabricante europeu automóvel e levou as ações do grupo francês a avançarem 2,7%, num dia de grande volume de transações para a companhia.

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