Popular prepara venda de unidade nos EUA

O banco espanhol já terá contratado a UBS para explorar a venda do TotalBank, negócio sedeado na Flórida, avança a Bloomberg.

O Banco Popular estará já a preparar a alienação da sua unidade norte-americana: o TotalBank. A Bloomberg avança esta terça-feira, que o banco espanhol terá contratado o UBS como assessor financeiro para avaliar o potencial de alienação do negócio sedeado em Miami, citando fontes que não quiseram identificar-se.

De acordo com a agência de notícias, a venda do TotalBank poderá estar avaliada em 500 milhões de dólares (perto de 470 milhões de euros), uma operação que, a concluir-se com sucesso, poderá ajudar o Banco Popular a melhorar os seus rácios de forma a cumprir com os critérios de capital exigidos pelo Banco Central Europeu.

Há cerca de um mês, a imprensa espanhola já tinha adiantado que o Banco Popular pretendia avançar com a alienação não só do TotalBank como de outros ativos, onde se incluiria a operação em Portugal. No que respeita ao negócio em Portugal, a suposta intenção de venda foi entretanto desmentida ao ECO pelo próprio presidente do Banco Popular, Carlos Álvares. O “Popular está para ficar”, disse na ocasião o responsável do banco espanhol.

No caso concreto do TotalBank, um porta-voz do Banco Popular confirmou à Bloomberg haver interesse nessa unidade, confirmando ainda ser um dos ativos não core do banco onde existe potencial para gerar capital. Já um representante do UBS preferiu não comentar, dizendo apenas que as discussões estariam apenas numa fase preliminar e que nenhuma decisão final teria sido ainda tomada.

O TotalBank é um banco comercial e de retalho com mais de 2,9 mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) em ativos e com 18 balcões em Miami. O seu negócio foi adquirido pelo Banco Popular por 300 milhões de dólares (quase 282 milhões de euros), em 2007, uma operação que na altura foi justificada como uma necessidade de diversificação da atividade do banco espanhol.

À venda pelo Popular também estará a sua participação de 49% na WiZink, empresa de cartões de crédito que comprou o Barclaycard em Portugal ao Barclays. A Bloomberg explica, com base na sua fonte, de que estas duas operações poderão render um aumento de dois pontos percentuais no seu rácio de capital Common Equity Tier 1.

A alienação de ativos que o Banco Popular estará a preparar surge ainda depois de este ter apresentado o pior resultado da sua história, com os prejuízos a ascenderem ao valor recorde de 3.485 milhões de euros em 2016. Um resultado que se deveu ao esforço extraordinário na constituição de provisões para limpar o balanço do banco, numa altura em que o malparado no Popular suscita preocupação.

As ações do Banco Popular seguem inalteradas nos 93,2 cêntimos na bolsa de Madrid.

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