Montepio. Assembleia Geral da Associação Mutualista vai ser no Coliseu

A associação justifica que a AG será deslocada por "indisponibilidade" do auditório onde costuma realizar-se. Mas um associado diz que foi mudada porque é esperado um grande número de participantes.

A próxima Assembleia Geral (AG) da Associação Mutualista Montepio Geral, marcada para o dia 30 de março, não vai realizar-se no auditório da sede do Montepio, como acontece sempre. Desta vez, a AG vai realizar-se no Coliseu dos Recreios.

Numa nota enviada aos associados, assinada pelo padre Vítor Melícias, a Associação Mutualista informa que a Assembleia Geral “terá que ser deslocada para outro lugar devido à indisponibilidade do auditório”. Assim, foi “designado para a Assembleia Geral reunir em 1.ª convocação, pelas 20:00 horas, do mesmo dia 30 de março de 2017, no Coliseu dos Recreios, sito na Rua das Portas de Santo Antão”, refere a nota, a que o ECO teve acesso.

Um dos associados, contactado pelo ECO, refere, contudo, outra razão para a mudança de local. O auditório do edifício sede tem capacidade para perto de 200 pessoas, mas espera-se que o número de associados que estará presente nesta Assembleia Geral seja muito superior, pelo que o auditório não será suficiente. “Tomás Correia está a mobilizar os apoiantes e, da sua parte, irão entre 250 a 300 associados. Das outras listas, é possível conseguir-se entre 100 a 200 pessoas”, aponta o associado.

Apesar de ser esperado um número de associados maior do que o habitual, a nota assinada por Vítor Melícias ressalva que, para a Assembleia Geral funcionar na primeira convocação, “é necessária a presença de, pelo menos, metade dos associados, número que é de admitir não consiga alcançar-se”. Assim, a Assembleia Geral vai reunir na segunda convocação, pelas 21h00, também a 30 de março.

Recorde-se que Tomás Correia, o atual líder da Associação Mutualista, enfrenta um julgamento onde é pedida a impugnação da eleição da sua lista. A ação foi interposta pela Lista D, liderada por António Godinho, que argumenta que o processo de eleição foi pouco democrático e transparente. Isto porque, durante a campanha, não foram dados a todas as listas os meios que a lista de Tomás Correia teve. Leia-se, a lista de Tomás Correia tinha acesso aos dados de todos os mais de 500 mil associados e as restantes listas não.

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