Quer baixar a dívida pública? Experimente ser um super-ministro das Finanças

  • Margarida Peixoto
  • 28 Março 2017

A dívida pública portuguesa atingiu 241,1 mil milhões de euros, mais de 130% do PIB. O ideal seria que o crescimento económico acelerasse para fazer descer o rácio. Mas isso basta?

Quanto é que a economia portuguesa teria de crescer para colocar a dívida pública a cair de forma significativa? E, se Portugal crescer muito, pode continuar a alimentar défices orçamentais? Experimente ser um super-ministro das Finanças e tente baixar a dívida pública — o desafio é da Fundação Francisco Manuel dos Santos e da RTP3.

No âmbito do programa Fronteiras XXI, desenvolvido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e pela RTP3, a Fundação publicou um simulador com o qual é possível vestir a pele de super-ministro e jogar com os principais dados que determinam a evolução do rácio da dívida pública sobre o PIB. A República já deve 241,1 mil milhões de euros, o equivalente a mais de 130% do PIB (mais do dobro do limite de 60% estabelecido pelas regras comunitárias). Para saber do que estamos a falar, o ECO radiografou a dívida pública.

No simulador, é possível escolher o ritmo de crescimento da economia portuguesa, a taxa de juro média da dívida, a política orçamental seguida e ainda controlar os impactos do envelhecimento da população ou dos efeitos da consolidação na economia. Depois, verifica-se num gráfico o que acontece à dívida pública, por comparação com as projeções atuais.

Com o simulador é possível ter noção do impacto de cada uma destas variáveis. Por exemplo: mesmo que Portugal crescesse 4%, só conseguiria trazer o rácio da dívida para menos de 60% em torno de 2035, admitindo que se mantinha tudo o resto constante e não contabilizando os impactos do envelhecimento nas contas públicas.

um choque no valor dos juros (com uma subida, por exemplo, de um ponto percentual para 4,5%) coloca a dívida acima dos 120% até 2045. Mesmo que o país continue a crescer como previsto atualmente e o défice se mantenha nos 2,1%. Aqui está o resultado desta simulação:

Créditos: Fundação Francisco Manuel dos Santos

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