Popular revê contas e perde presidente executivo

Pedro Larena deixa Banco Popular no dia em que a instituição anuncia que tem de rever as contas de 2016 em mais de 600 milhões de euros. Rácio de capital

Pedro Larena, presidente executivo do Banco Popular está de saída da instituição. Em causa está a eventual perda de poderes do administrador na sequência da contratação de Miguel Escrig, para número dois do banco.

A informação está a ser avançada pelo jornal espanhol Expansión (acesso livro / conteúdo em espanhol) que adianta que Escrig, ex-administrador financeiro da Telefónica entrou para o Popular há cerca de um mês, com as funções de adjunto do presidente do conselho de administração Emilio Saracho, e ainda como ‘controller’ e número dois do banco.

A saída de Pedro Larena, que foi nomeado presidente executivo em setembro de 2016, acontece no dia em que o banco espanhol deu a conhecer, através de um comunicado enviado ao regulador de mercado de capitais espanhol, que reviu as contas de 2016 o que implica um ajuste de mais de 600 milhões de euros, como consequência da revisão da carteira de créditos e de determinadas questões relacionadas com o aumento de capital realizado em maio de 2016. Estes ajustamentos acontecem depois de o banco ter levado a cabo uma auditoria interna em coordenação com o auditor PwC.

No comunicado o Banco Popular refere que “com a informação disponível no dia de hoje estas revisões não terão um impacto significativo nas contas de 2016 pelo que não justificam uma reformulação das mesmas”.

Ainda assim a instituição informa que poderá ter de aumentar as provisões para fazer frente a riscos que podem afetar o resultado em 123 milhões de euros; deverá também ter de aumentar as provisões relativamente ao crédito malparado e que poder ter um impacto de 160 milhões de euros; podendo ainda ter que dar baixa de algumas garantias associadas a operações de crédito duvidosas o que poderá ter um impacto de 145 milhões de euros.

Também sobre o processo de aumento de capital de 2.500 milhões de euros que o Popular levou a cabo o ano passado recaem alterações. Em comunicado o Popular adianta que “o importe, se se verificasse, devia ser deduzido de acordo com a normativa de capital regulatório” cujo valor ultrapassa os 205 milhões de euros, sendo o importe total objeto de esta análise de 426 milhões de euros”.

No mesmo comunicado, o Banco Popular adianta que “tendo em conta a informação disponível, nem o efeito em resultados, nem o efeito em património líquido… afetam de maneira muito significativa os estados financeiros do banco”.

Após ajustamento dos resultados correspondentes ao primeiro trimestre de 2017, o rácio de capital total deverá situar-se entre os 11,70% e 11,85%, um valor ainda assim superior ao exigido pelo BCE que é de 11,375%.

As ações do Banco Popular estão a cair 5,71% para 0,858 euros.

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