Haitong: chegou a hora de vender Sonaecom e focar na NOS

O banco de investimento cortou a avaliação das ações da Sonaecom para "venda", alertando que os investidores devem privilegiar a exposição à NOS que apresenta bons fundamentais.

Vender Sonaecom e focar as atenções na NOS. Este é o conselho do Haitong que acaba de rever em baixa a avaliação das ações da Sonaecom, passando a recomendar a respetiva venda, ao mesmo tempo que aconselha os investidores a aumentarem a sua exposição à NOS. O banco de investimento considera que a empresa liderada por Miguel Almeida apresenta bons fundamentais apesar do fraco preço das suas ações. Relativamente à Sonaecom, o Haitong reitera que não faz sentido a Sonae mantê-la em bolsa, apesar de não ver sinais por parte da holding Sonae nesse sentido.

Numa nota divulgada esta quarta-feira, o Haitong baixou a recomendação para as ações da Sonaecom, de “neutral” para “vender”, tendo cortado também o respetivo preço-alvo. Este passou dos 2,5 euros, por ação, para os 2,2 euros, o que atribui um potencial de queda de 12% face à cotação de fecho da última sessão (2,65 euros). “Atualizamos as nossas estimativas e avaliação após os resultados do final do ano de 2016, resultando num corte no nosso FV [valor justo] de 2,5 para 2,2 euros e baixamos as ações de ‘neutral’ para ‘venda’. Acreditamos que os investidores estão melhor servidos com uma exposição direta à NOS, uma vez que não existe a expectativa de que a Sonaecom ou a sua principal acionista Sonae façam uma oferta para o restante free float da Sonaecom”, diz o banco de investimento na nota hoje divulgada.

“Recomendamos os investidores a mudar completamente a sua exposição da Sonaecom para a NOS”, dizem assim os analistas do Haitong. Relativamente à NOS dizem que “apesar do recente fraco desempenho das ações da NOS, ainda continuamos a ver um forte valor fundamental no título“. O banco de investimento atribui uma recomendação de “comprar” às respetivas ações, com um preço-alvo de 7,60 euros. Este target corresponde a um potencial de subida de 48% face à cotação de fecho da última sessão: 5,125 euros.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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