Montepio: Santa Casa “nunca assume riscos indevidos”

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 5 Abril 2017

Santa Casa informa que os resultados líquidos atingiram 21,1 milhões de euros no ano passado, acima do valor registado em 2015. Numa alusão ao caso Montepio, diz que "não entra em aventuras”.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) melhorou os resultados em 2016 e garante que “não entra em aventuras”, reiterando as palavras recentes do Provedor acerca do Montepio.

Em comunicado, a Santa Casa informa que os resultados líquidos atingiram 21,1 milhões de euros no ano passado, mais 15,3 milhões face a 2015. “Este acréscimo justifica-se, essencialmente, por um controlo eficaz da despesa, nomeadamente em compras e fornecimentos e serviços externos”, com uma redução de 2,4 milhões de euros (-4,1%), “e deve-se igualmente a uma variação positiva da distribuição dos resultados dos Jogos Sociais, mais 23,6 milhões de euros em relação ao período homólogo (+13,4%) e mais 36,7 milhões de euros face ao previsto em orçamento”, indica o comunicado.

O investimento contou com uma execução de 30,5 milhões de euros, com destaque para as áreas de património e saúde.

A SCML aponta para uma “gestão rigorosa e criteriosa” e garante que “não entra em aventuras”, aludindo às declarações de Pedro Santana Lopes em entrevista à TVI, sobre a possibilidade de a Santa Casa vir a entrar no Montepio. O Provedor não descartou essa hipótese mas salientou que teria de ser estudada.

Ainda hoje, o ministro do Trabalho afirmou, citado pela Lusa, que o Governo vê “com bons olhos” a “cooperação entre instituições da área social”, referindo-se a uma eventual entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no capital do Montepio. “Estamos a falar de uma [instituição] que tem por base uma organização da chamada economia social, de matriz mutualista, e a integração com outras organizações que também têm essa origem de instituição de natureza social vejo como positiva”, sublinhou.

A SCML nota ainda, no seu comunicado, que “analisa escrupulosamente todos os eventuais projetos ou investimentos de potencial interesse, nomeadamente propostas apresentadas pela Tutela ou pelo Governo, sempre com vista à defesa dos interesses da Instituição e daqueles que dela beneficiam diariamente”. “A obrigação de estudar e ponderar parcerias não implica necessariamente a sua concretização, já que a Misericórdia de Lisboa nunca assume riscos indevidos, porque não é essa a sua vocação nem é essa a sua natureza”, salienta ainda.

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