Confiança dos consumidores em máximos de 20 anos
A confiança dos consumidores está em máximos desde outubro de 1997, graças às expectativas de evolução da situação económica do país e do desemprego. Indicador de clima económico também aumentou.
A confiança dos consumidores aumentou em abril pelo oitavo mês consecutivo e está agora no valor mais alto desde outubro de 1997. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), contribuíram para esta evolução positiva todas as componentes do indicador, mas contribuíram de forma mais significativa as expectativas da evolução do desemprego e da situação económica do país. O indicador de clima económico também aumentou entre janeiro e abril, após ter recuado nos três meses anteriores.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
“A evolução do indicador no último mês resultou do contributo positivo de todas as componentes, de forma mais expressiva no caso das expectativas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país”, indicou o INE num comunicado. Os indicadores de confiança aumentaram ainda nos setores da Indústria Transformadora, da Construção e Obras Públicas, do Comércio e também dos Serviços.
No que toca aos consumidores, “o saldo das expectativas relativas à situação económica do país aumentou no mês de referência, prolongando o perfil positivo iniciado em setembro e atingindo o valor máximo desde novembro de 1997″, sublinhou o INE.
Por sua vez, “o saldo das perspetivas relativas à evolução do desemprego diminuiu em abril, pelo oitavo mês consecutivo, prolongando a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2013 e renovando o alor mínimo da série iniciada em setembro de 1997″, reiterou o instituto. Uma recuperação também foi registada no que toca à situação financeira do agregado familiar, na poupança, na realização de compras importantes e na evolução dos preços.
Sentimento económico na zona euro em máximos de dez anos
Há quase uma década que os europeus não estavam tão confiantes relativamente à saúde da economia. O indicador de sentimento económico (ISE) atingiu os 109,6 pontos na zona euro e os 110,6 pontos na União Europeia (UE), em abril, valores que representam novos máximos desde agosto e setembro de 2007, respetivamente, divulgou esta quinta-feira a Comissão Europeia. Os valores superaram as estimativas dos analistas sondados pela Bloomberg que esperavam que o indicador para a zona euro se tivesse situado nos 108,2 pontos.
Segundo dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, na zona euro, o indicador cresceu 1,6 pontos e no conjunto dos 28 Estados-membros da UE aumentou 1,4 pontos, em abril. Esta melhoria da confiança foi transversal a todos os setores de atividade económica. As cinco principais economias da zona euro viram o indicador aumentar: na Alemanha cresceu 1,8 pontos, seguindo-se Itália (1,4), França (1,2), Espanha (1,0) e Holanda (0,8).
As medidas de confiança são “inacreditavelmente otimistas, mas o otimismo é excessivo“, afirmou Andreas Scheuerle, economista do Dekabank. Citado pela Bloomberg, o economista acrescentou que “a direção que os indicadores de sentimento estão a mostrar é a certa. Mas as promessas relativamente ao crescimento podem não ser cumpridas”.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Confiança dos consumidores em máximos de 20 anos
{{ noCommentsLabel }}