CEO da Uber tira licença após escândalos

Travis Kalanik decidiu afastar-se temporariamente da liderança da empresa, após uma investigação dentro da empresa a alegadas práticas de assédio e, discriminação e cultura agressiva.

O CEO da Uber vai afastar-se da empresa, após vários escândalos que o envolvem. Travis Kalanick terá informado os funcionários de que planeia tirar uma licença, sem ter avançado com uma data para o seu regresso. A empresa irá excluí-lo de alguns deveres e nomear um presidente independente de forma a limitar a sua influência. A informação avançada pela Bloomberg tem como base uma cópia de um relatório que será apresentado ao conselho de administração da Uber.

A empresa irá transmitir os resultados de uma investigação conduzida por Eric Holder, antigo procurador-geral dos EUA, que foi contratado pela Uber para investigar alegações de assédio, discriminação e cultura agressiva. O documento inclui 47 recomendações onde está incluída a criação de um comité a quem competirá reescrever os valores culturais da Uber, a redução do uso do álcool em eventos de trabalho, a proibição de relacionamentos íntimos entre funcionários e os seus chefes.

O conselho de administração da Uber reuniu no passado domingo para rever a versão detalhada deste documento, tendo votado de forma unânime a aprovação das recomendações contidas.

De recordar que algumas das polémicas em que a empresa se viu envolvida incluem acusações de assédio sexual e um “ambiente de trabalho tóxico”. Já a 28 de fevereiro deste ano, foi divulgado um vídeo em que se via Kalanick a repreender um dos seus motoristas.

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