Santander vai apresentar proposta para compensar pequenos acionistas do Popular

Em causa estão 300 mil pequenos investidores que participaram no aumento de capital de 2,5 mil milhões de euros do Popular, concluído em junho do ano passado.

O Santander vai apresentar, nos próximos dias, uma solução para compensar os pequenos acionistas que participaram no último aumento de capital do Popular, escreve a imprensa espanhola, esta quinta-feira. O banco liderado por Ana Botín comprou o Popular por um euro no âmbito de uma medida de resolução imposta por Bruxelas, uma operação que levou a que estes pequenos acionistas perdessem todo o dinheiro investido no Popular.

Em declarações à rádio espanhola Cadena Cope, o vice-presidente do Santander, Juan Manuel Cendoya, explica que o facto de as ações destes pequenos investidores perderem o seu valor aquando da operação de resgate é uma decisão das autoridades europeias. Ainda assim, diz o responsável, o banco vai “analisar bem todas as situações” para decidir quais as soluções que poderão ser aplicadas.

Creio que, uma vez terminado todo o processo de análise, nos próximos dias poderemos ser mais concretos“, adianta, citado pelo Expansión.

Em causa estão 300 mil pequenos investidores que participaram no aumento de capital de 2,5 mil milhões de euros do Popular, concluído em junho do ano passado. Cendoya não revela ainda que soluções estarão em cima da mesa. O jornal espanhol Cinco Días antecipa que estas poderão passar pela entrega de ações do Santander aos acionistas do Popular ou pela oferta de produtos de elevada remuneração. Alguns analistas apontam que o Santander já terá constituído provisões para assegurar estas soluções.

Para já, os responsáveis do Santander querem convencer os pequenos acionistas que perderam o dinheiro aplicado no último aumento de capital a investirem em novo aumento de capital. A medida de resolução implica que o Santander faça uma injeção de sete mil milhões de euros para absorver o Popular no grupo, uma operação que terá de ser concretizada no prazo de um mês.

“Começámos com o road show para explicar as vantagens de levantar sete mil milhões de euros”, refere Cendoya.

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