Sindicatos da PT convocam greve para dia 21

  • Ana Batalha Oliveira
  • 5 Julho 2017

A greve está marcada para dia 21 de julho. Em causa estão as transferências de trabalhadores dentro de empresas do grupo Altice, que levarão à perda de vários direitos.

São 118 trabalhadores da PT em risco de perder os seus direitos na sequência da transferência para outras empresas da Altice. Juntam-se aos 47 funcionários que já estão nesta situação desde o início do mês. A greve agendada para 21 de julho vem assinalar a indignação dos trabalhadores e o “grande stress e pressão” vivido na PT.

“Começa a ser evidente que a Altice quer reduzir trabalhadores e custos“, acusa Jorge Félix, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom (STPT). Segundo o mesmo, a empresa está a ter uma má gestão das transferências entre empresas do grupo por opção, retirando direitos aos 118 trabalhadores que quer transferir.

“A empresa tem possibilidade de cedência” e poderia “negociar livremente” a realocação de trabalhadores para outras empresas do grupo Altice. Mas à semelhança do que já havia feito, a PT serviu-se de um artigo do código penal para poder mover 118 trabalhadores para outras empresas do grupo Altice: 96 para a Penor e Sudtel e cerca de 22 para a Visabeira, confirmou ao ECO

Na sequência das transferências, durante um ano, os trabalhadores mantêm exatamente as mesmas condições e funções que possuíam até agora na PT. O problema vem um ano depois, quando o trabalhador terá de renegociar o seu contrato com a empresa para a qual foi realocado, sem quaisquer garantias de que serão equivalentes ou que manterá sequer o posto de trabalho. A Penor e Sudtel foram adquiridas pela Altice e trabalham exclusivamente para a PT.

Nesta situação estão trabalhadores da área de projeto da PT e da certificação técnica de redes. Mas já no dia 1 de julho, 47 trabalhadores da área de informática foram integrados na Winprovit, uma empresa associada. Até junho, a empresa já contava com 71 visitas da inspeção do trabalho num período de dois anos. A proposta de rescisão amigável a 300 trabalhadores sem função atribuída foi outra das mais recentes controvérsias.

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