Mais emprego nos EUA. Wall Street abre em alta

Trump está em Hamburgo para o G20, mas o mais badalado encontro será com Putin. Na Europa as bolsas estão a reagir mal. Wall Street abriu em alta.

No dia em que Donald Trump encontra-se pela primeira vez com Vladimir Putin, os mercados negoceiam em terreno negativo na Europa, mas Wall Street resiste na sua abertura. Até o petróleo está a cair esta sexta-feira com o anúncio com a notícia de que os Estados Unidos aumentaram a sua produção. No entanto, as bolsas norte-americanas estão a resistir às quedas europeias, depois da chegada de bons números do emprego.

Este é um dos encontros mais esperados na cimeira do G20, que decorre em Hamburgo e que está a ser alvo de vários manifestações com intervenção dos 21 mil polícias destacados para o evento que junta as principais potências mundiais. Mas Wall Street parece estar imune. O Dow Jones abriu a subir 0,23% para os 21.362,73 pontos, o Nasdaq a valorizar 0,47% para os 6.119,15 pontos e o S&P 500 está a subir 0,27% para os 2.416,15 pontos.

Esta sexta-feira o gabinete de estatísticas norte-americano revelou que foram criados 220 mil novos postos de trabalho (a estimativa era de 179 mil) em junho, um aumento face aos meses transatos. Aliás, este é o maior aumentou de empregos em quatro meses e o segundo maior de 2017, o que reflete a maior procura por mão-de-obra fruto do início do verão. A taxa de desemprego aumentou uma décima para os 4,4% dado que mais pessoas entraram no mercado de trabalho à procura de trabalho.

“Isto deveria manter a Fed focada num novo aumento da taxa de juro”, afirmou a estratega de mercados da Prudential Financial, Quincy Krosby, à Bloomberg. “O mercado já absorveu o facto de que finalmente Janet Yellen está aparentemente com intenção de ir para a frente com uma taxa de juro neutral”, explicou a especialista, referindo que “se estes números fossem fracos, os mercados poderiam estar em queda porque estaria em causa novamente a questão de que ela estaria a aumentar a taxa de juro num ambiente em que a economia está a desacelerar”. Esta semana foram reveladas também as minutas da última reunião da Fed.

Por outro lado, os mercados estão a ser afetados pela notícia de que a produção norte-americana de petróleo registou na semana passada o maior aumento desde janeiro. A produção de crude aumentou em 88 mil barris por dia na última semana para 9,34 milhões de barris, de acordo com o relatório semanal divulgado esta quinta-feira.

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