Há cortiça portuguesa nas Galerias Lafayette. Graças a esta startup

Nova startup incubada na Amorim Cork Ventures aplica cortiça em equipamentos de refrigeração. Galerias Lafayette, Akiko, E. Leclerc, Carrefour, Airbus já usam a nova solução.

Depois d’ As Portuguesas e dos tapetes de cortiça feitos pela Sugo Cork Rugs, é agora a vez da Grõwancork, nome da nova empresa, liderada por Filipe Guimarães, levar [ainda mais] cortiça ao mundo. A startup é a última moradora da Amorim Cork Ventures, a incubadora e aceleradora de startups da Corticeira Amorim, e está a desenvolver aplicações de cortiça em equipamentos de refrigeração.

A nova startup desenvolveu a solução EIC- Easy Insulation Cork. Dúvidas? É um chassis feito em aglomerado de cortiça expandida, revestido com chapas metálicas, que pode ser aplicado em equipamentos de refrigeração como alternativa ecológica aos atuais injetados com poliuretano.

A nova aplicação está, de resto, já a ser utilizada em equipamentos de organizações como as Galerias Lafayette, Akiko, E. Leclerc, Carrefour ou a Airbus.

Em comunicado, a empresa destaca as vantagens da nova aplicação face aos produtos tipicamente usados, nomeadamente ao nível ambiental, uma vez que o tipo de cortiça usado é rigorosamente 100% natural, dispensa o cliente (produtor de equipamentos de refrigeração) de investir em moldes (necessários em processos de injeção), é passível de ser reciclado e mantém as características técnicas e dimensionais por várias décadas – ao contrário do habitual isolamento utilizado. Esta última característica potencia ganhos energéticos nas soluções da Grõwancork, face ao isolamento tradicional, que se tornarão mais relevantes ano após ano. Além do mais, a solução da startup portuguesa Grõwancork permite um baixo consumo de energia associado ao produto.

Filipe Guimarães, diretor geral da Grõwancork, adianta que o produto é resultado de um trabalho de meses. “Depois de uma vasta pesquisa de mercado, a cortiça apresentou-se como o melhor material para aplicar neste tipo de chassis da refrigeração comercial.”

"Por um lado, permite simplificar um processo de produção até aqui demasiado complexo, com as devidas poupanças associadas, e, por outro, é um material que tecnicamente responde aos requisitos desta indústria, com a mais-valia de ser ecológico.”

Filipe Guimarães

Diretor geral da Grõwancork

Nuno Barroca, administrador da Corticeira Amorim, destaca que a terceira startup da Amorim Cork Ventures a chegar ao mercado tem, “novamente, um perfil de negócio completamente disruptivo”. “Depois d’ ASPORTUGUESAS e da coleção Sugo Cork Rugs, apresentamos agora uma solução técnica para chassis de refrigeração industrial, tendo todos em comum a utilização de cortiça como elemento diferenciador e um negócio com grande potencial de exportação.”

O administrador da Corticeira destaca ainda que: “A Grõwancork reúne a nosso ver todos os atributos de uma atividade de futuro, uma vez que aposta em materiais naturais, cuja produção tem associados baixos custos energéticos, a que se junta um desempenho técnico de excelência na sua área de atuação.”

A Grõwancork reúne, a nosso ver, todos os atributos de uma atividade de futuro, uma vez que aposta em materiais naturais, cuja produção tem associados baixos custos energéticos, a que se junta um desempenho técnico de excelência na sua área de atuação.

Nuno Barroca

Administrador da Corticeira Amorim

A gama da nova startup visa abranger toda a indústria de refrigeração comercial, como os maiores fabricantes de vitrinas expositoras refrigeradas e aquecidas, murais e semi-murais, expositores refrigerados e aquecidos, centrais de refrigeração e ventilação, com forte incidência no canal Horeca, assim como grandes superfícies de distribuição alimentar.

Para além de querer aumentar a penetração no mercado nacional, a aposta fora de portas da Grõwancork passa pelos mercados de Espanha, França, Itália e Alemanha. Para além de Filipe Guimarães, fazem parte da Grõwancork, Domingos Silva e Pedro Rodrigues. Os três empreendedores acumulam décadas de experiência na conceção e produção de equipamentos de refrigeração. A nova empresa foi constituída em finais de julho de 2016, depois de ter participado numa convocatória da Amorim Cork Ventures. O projeto passou por um período de incubação, a que se seguiu um investimento nas instalações industriais da empresa em Guimarães, tendo obtido apoio do programa Portugal 2020.

 

Principais vantagens do chassis EIC:

  • Produto 100% ecológico e 100% reciclável
  • Matéria-prima enquadrável nas linhas de orientação do Eco design (Diretiva 2009/125/CE)
  • Processo limpo (não liberta vapores nefastos para a saúde e para o ambiente)
  • Redução dos consumos energéticos no processo de fabrico (aquecimento de moldes, equipamento de injeção)
  • Grande atraso térmico com benefícios energéticos
  • Aumento da resistência estrutural
  • Redução do tempo do processo produtivo
  • Redução do investimento com moldes e gabaris
  • Redução da necessidade de investimento com equipamentos de injeção
  • Redução de custos com manutenção
  • Redução do custo com tratamento de resíduos perigosos
  • Redução da área ocupada pelo processo atual (com prensas, moldes e gabaris)
  • Grande flexibilidade do processo na criação de novos produtos
  • Eliminação do pagamento de taxas incidentes sobre os agentes de expansão nalguns países
  • Garantia da uniformidade da massa volúmica em todo o volume da peça
  • Garantia da qualidade do isolamento a médio/longo prazo com benefícios energéticos

Comentários ({{ total }})

Há cortiça portuguesa nas Galerias Lafayette. Graças a esta startup

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião