SocialTech: O braço do Montepio que vai acelerar startups sociais

Programa transversal de incubação, formação e aceleração de projetos de inovação social de base tecnológica dura 12 semanas. Candidaturas decorrem até 3 de setembro. Vencedor recebe 10.000 euros.

É um “programa transversal” de incubação, formação e aceleração de projetos de inovação social de base tecnológica e foi apresentado esta terça-feira em Lisboa. A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) acaba de lançar a primeira edição do SocialTech, um programa que pretende reforçar o apoio a projetos de empreendedorismo e inovação social, que fazem “desde sempre” parte do ADN da instituição. O foco na economia social foi mais um passo para aumentar o apoio a empresas e empreendedores portugueses que a CEMG quer ajudar “a crescer e a ter impacto a nível mundial”.

“Acreditamos que as startups são um motor de inovação e de crescimento económico, de competitividade e de emprego qualificado e que estas startups dedicadas à economia social têm ainda outra mais-valia: resolverem problemas ou melhorarem a forma como as sociedades vivem, aos mais diferentes níveis”, explica Fernando Amaro, diretor da Caixa Económica Montepio Geral para a Economia Social e Setor Público, em entrevista ao ECO.

A ideia é que, através deste novo programa agora lançado, possam ser criadas “as bases para o contacto entre projetos e investidores, havendo ainda lugar a um prémio simbólico de 10.000 euros para o projeto que apresente o melhor pitch”, esclarece o responsável.

Montepio SocialTech foi lançado esta terça-feira.D.R.

O Montepio SocialTech tem como parceiros o Laboratório de Investimento Social (LIS), que irá implementar a sua metodologia de aceleração de projetos de inovação social, o IES – Social Business School, na área da formação especializada às equipas, e o Impact Hub, espaço onde serão incubados os projetos selecionados. E conta ainda com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Católica Lisbon School of Business and Economics, da Universidade do Porto, da Deloitte Portugal e da Microsoft Portugal. As candidaturas ao programa estão abertas até 3 de setembro e podem candidatar-se ao processo projetos em qualquer fase de desenvolvimento.

Como funciona?

Das candidaturas disponíveis até 3 de setembro serão selecionados 12 projetos que passarão então para as fases de incubação, formação e aceleração. Esta seleção será feita com base em fatores como o nível de compromisso da equipa, o conhecimento técnico e o potencial de geração de receitas e impacto social. Ao longo desta fase, os membros de cada projeto vão dedicar dois dias inteiros por semana ao desenvolvimento dos seus modelos de negócio e preparação de um pack para investidores.

O programa pretende conjugar as várias fases de um projeto, permitindo que a partilha de experiências dos empreendedores sejam também uma fonte de inspiração e motivação.

Fernando Amaro

Construído por módulos que permitem a adaptação aos diferentes níveis dos projetos, as 12 startups participantes serão acompanhadas pelos mentores de acordo com as suas necessidades e prioridades. “Esses 12 projetos irão depois passar pelas fases de incubação, formação e aceleração. Ao longo deste processo, estes 12 projetos vão ser expostos a várias empresas, não só os nossos parceiros mas também potenciais investidores”, explica Fernando Amaro.

Este é o primeiro ano do Montepio SocialTech — que terá uma call anual, previsivelmente. No entanto, os parceiros asseguram que poderão equacionar outras calls se a participação for elevada.

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