Lisboa cai. Nos não amortece queda da Galp Energia

As ações da Nos valorizaram esta sexta-feira na sequência dos resultados do segundo trimestre de 2017. A Galp, influenciada pelas perdas no petróleo, foi a que mais contribuiu para a queda do PSI-20.

Foi um dia negro na Europa que se alastrou a Lisboa. O PSI-20 encerrou esta semana com um deslize provocado pela Galp. Tanto em Londres como em Nova Iorque, o preço do barril de petróleo caiu cerca de 1,5%, tendo prejudicado as ações da petrolífera nacional. Em contrapartida, os investidores refugiaram-se nas ações da REN, assim como na Nos que anunciou esta quinta-feira resultados acima do esperado.

A bolsa lisboeta desvalorizou 0,34% para os 5.296,15 pontos esta sexta-feira. Este desempenho negativo replica o que se passou na Europa: o Stoxx 600 caiu 1,02% num dia em que as restantes bolsas europeias também desvalorizaram. Em causa estão suspeitas de cartel nos automóveis entre as empresas Volkswagen, Daimler e BMW. As autoridades alemãs estão a investigar uma prática anticoncorrencial que terá mais de duas décadas.

A nível internacional, também foi um dia de quedas para o petróleo: esta tarde tanto o Brent como o WTI (barril de referência para os Estados Unidos) estavam a derrapar mais de 1,5%. Foi essa queda do petróleo que fez tombar as ações da Galp. A petrolífera nacional caiu 1,24% para os 13,52 euros. Além da Galp, o BCP também derrapou: o banco desvalorizou 0,68% para os 24,93 cêntimos.

A influenciar de forma positiva o PSI-20 estiveram as ações da Nos. Os investidores reagiram ao crescimento da cotada do setor das telecomunicações de 41% dos lucros, para 71,8 milhões de euros, no primeiro semestre. As ações da empresa acabaram por valorizar 0,35% para os 5,44 euros. Mas a cotada que mais valorizou foi a REN com uma subida de 1,52% para os 2,80 euros.

Segundo a Nos, o melhor desempenho da empresa deveu-se a “um melhor ambiente cambial no caso da Zap” em Angola, assim como “um aumento dos preços e poupanças de custos” com a “alteração do modelo de distribuição da Sport TV” no segundo semestre do ano passado. Entre janeiro e junho, a Nos registou um crescimento homólogo das receitas de exploração de 3,5% para 769,4 milhões de euros.

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