Há um português entre os 10 mais bem pagos da banca

António Horta Osório, o atual gestor do Lloyds Banking Group, consegue o nono lugar entre os mais bem pagos da banca. Os primeiros cinco lugares pertencem a CEO americanos. Conheça a lista.

As compensações dos vinte CEO mais bem pagos vão dos 3,8 milhões de euros aos 24 milhões ao ano. O ranking começa em França, com Jean-Laurent Bonnafé do BNP Paribas, e vai acumulando milhões até chegar aos EUA, com Jamie Dimon do JPMorgan no topo. Entre os dois, há somente um português, Horta Osório. Conheça os nomes, bancos e remunerações que completam a lista.

O Financial Times fez a lista dos vinte CEO mais bem pagos da banca mundial. Dividem-se por vários países, mas os cinco lugares de topo concentram-se nos EUA. Sem grandes surpresas, se se tiver em conta que os CEO da banca americana ganham cerca de três vezes mais do que os restantes líderes.

Mas o que distingue a banca de Wall Street do resto do mundo? Não são nem os salários base, nem os bónus: é o valor das ações em bolsa o que mais contribui para a riqueza destes executivos. Neste aspeto, os líderes da banca americana beneficiaram do chamado “Trump rally”, isto é, o entusiasmo gerado pelas promessas de Trump em relação ao crescimento da economia. Jamie Dimon, do JP Morgan, encabeça o ranking pelo segundo ano consecutivo. A maior queda é do banco Wells Fargo, que diminuiu consideravelmente a remuneração de Tim Sloan quando este veio substituir John Stumpf, após o escândalo das contas falsas.

Horta Osório, o nome português da lista, é o CEO que conseguiu dar a volta (por cima) às contas do britânico Lloyds Bank. Chegou ao banco em 2011, pouco tempo após a crise do subprime que tinha afetado consideravelmente a instituição. Desde então, o valor de mercado do banco cresceu 65%, posicionando-se como o segundo maior britânico em termos de capitalização bolsista, logo a seguir ao HSBC — cuja divisão europeia é chefiada pelo também português António Simões.

Esta não foi a única conquista de Horta-Osório enquanto gestor do Lloyds. No passado mês de maio, o Lloyds Bank voltou a ser 100% privado e o Estado conseguiu ainda arrecadar mil milhões à saída. Na sequência da crise do subprime, em 2008 o Governo britânico teve de proceder a um resgate, que ditou uma participação de 43% no capital da instituição, participação que tinha vindo a diminuir desde 2013.

O percurso de sete anos no segundo maior banco britânico pode estar a chegar ao fim. Já há candidatos para sucederem a Horta-Osório na liderança do Lloyds. António Horta Osório é agora apontado como o possível líder do único banco que supera o Lloyds na “liga britânica”: o HSBC. António Simões também é candidato. Há assim dois nomes portugueses com probabilidades de chefiar aquele que, para além de maior banco do Reino Unido, é também o maior da Europa.

Abaixo, a lista dos vinte CEO mais bem pagos. Os cinco mais afortunados estão destacados em fotogaleria.

20.º: Jean-Laurent Bonnafé, BNP Paribas: 3,8 milhões de euros

19.º: Carlos Torres Vila, BBVA: 4,3 milhões de euros

18.º: John Cryan, Deutsche Bank: 4,5 milhões de euros

17.º: Shayne Elliott, ANZ: 4,9 milhões de euros

16.º: Ross McEwan, RBS: 6 milhões de euros

15.º: Jose Antonio Alvarez, Santander: 6.2 milhões de euros

14.º: William Downe, Bank of Montreal: 6,3 milhões de euros

13.º: David McKay, Royal Bank of Canada: 6,5 milhões de euros

12.º: Bill Winters, Standard Chartered: 6,5 milhões de euros

11.º: Tidjane Thiam, Credit Suisse: 8,5 milhões de euros

10.º: Jes Staley, Barclays: 8,7 milhões de euros

9.º: Antonio Horta Osório, Lloyds Banking Group: 8,8 milhões de euros

8.º: Tim Sloan, Wells Fargo: 11 milhões de euros

7.º: Stuart Gulliver, HSBC: 11,2 milhões de euros

6.º: Sergio Ermotti, UBS: 11,9 milhões de euros

 

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