5 coisas que vão marcar o dia

  • Ana Batalha Oliveira
  • 21 Agosto 2017

Lá fora, terminam as campanhas eleitorais em Angola e a Coreia do Norte pode acumular tensões com a Coreia do Sul. A OPEP repensa medidas. Cá, avalia-se o investimento internacional.

Segunda-feira é dia de suspense na política internacional. Termina o período de campanha eleitoral em Angola enquanto as tensões na Coreia do Norte podem aumentar, desta vez com a vizinha Coreia do Sul. Também lá fora, a OPEP reúne para discutir novas medidas que reequilibrem o mercado do petróleo. Em Portugal, faz-se o balanço do investimento estrangeiro para o segundo trimestre.

Portugal é atrativo para os investidores?

O Banco de Portugal lança as estatísticas da posição de investimento internacional para o segundo trimestre de 2017. Em 2016, Portugal conseguiu captar o maior valor de investimento direto estrangeiro dos últimos 20 anos, segundo o Inquérito à Atratividade de Portugal 2017, realizado pela EY. Alemanha e Espanha foram os maiores investidores.

Terrorismo mantém mercados sob pressão

Depois dos ataques na Catalunha, em Espanha, na Finlândia e também na Rússia, os investidores mostraram a sua apreensão. As últimas sessões têm sido de quedas consecutivas nos ativos de risco, levando muitos investidores a procurarem ativos considerados de refúgio, nomeadamente os títulos de dívida soberana mas principalmente o ouro. O metal precioso passou no final da semana passada a fasquia dos 1.300 dólares por onça. Será que a tensão nas ações vai dar ainda mais brilho ao metal amarelo?

 

“Fogo e Fúria” pode levantar as chamas

Na segunda-feira começam os treinos militares da Coreia do Sul. Apesar de já se encontrarem agendados há bastante tempo, este início pode acrescentar tensões com a Coreia do Norte numa altura em que as relações com os EUA preocupam. O presidente Trump, admite atuar com “fogo e fúria” sobre a Coreia do Norte enquanto Pyongyang diz ter planeado o lançamento de quatro mísseis para a ilha americana de Guam. Wall Street, bem como os restantes mercados acionistas mundiais, têm recuado na sequência desta troca de ameaças.

OPEP discute novas medidas

O comité técnico da OPEP reúne esta segunda-feira em Viena para discutir as medidas propostas na última reunião da organização. Na mesa estão a criação de um sistema para controlar a produção e outro para verificar o cumprimento dos acordos pelos membros. A Agência Internacional de Energia que apesar dos esforços da OPEP que estão a reequilibrar o mercado do petróleo, as reservas continuam demasiado elevadas.

Eleições em contagem decrescente em Angola

No dia 21 de agosto termina a campanha eleitoral para a presidência de Angola, permitindo a reflexão para as eleições que se realizam no dia 23. O sucessor mais provável para José Eduardo dos Santos é João Lourenço, do mesmo partido, o MPLA. A consultora BMI Research prevê “mais do mesmo em termos de política económica” embora alerte para o risco de revoltas populares. Também esta segunda-feira, o opositor da Merkel começa a rota de campanha na Alemanha.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

5 coisas que vão marcar o dia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião