Endividamento da economia portuguesa renova máximos: 726 mil milhões de euros

Ainda não foi em junho que o endividamento da economia recomeçou a baixar. No primeiro semestre, o endividamento agravou-se 10,9 mil milhões de euros.

Tem sido uma constante desde o início do ano. Nos primeiros seis meses de 2017, o endividamento total da economia portuguesa subiu 10,9 mil milhões de euros. Em junho, o endividamento renovou máximos para os 726 mil milhões de euros. De maio para junho, o endividamento cresceu 1,6 mil milhões de euros. O setor público não financeiro foi o responsável pelo aumento da dívida total.

“No final do primeiro semestre de 2017, o endividamento do setor não financeiro situou-se em 726,0 mil milhões de euros, dos quais 317,7 mil milhões referentes ao setor público e 408,3 mil milhões ao setor privado”, esclarece a nota de informação estatística divulgada esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Este endividamento corresponde ao das administrações públicas, empresas e famílias, excluindo-se os bancos. Desde janeiro deste ano que o valor do endividamento, em termos nominais, tem crescido todos os meses. No primeiro semestre, o endividamento agravou-se 10,9 mil milhões de euros.

Dados: Banco de Portugal

Além de pesar mais em termos nominais, mesmo com o crescimento da economia nos 2,8%, o peso do endividamento no PIB subiu de 385,1% em março para 385,9% em junho. Ainda assim, em comparação com o mesmo mês do ano passado, existe uma diminuição deste valor dado que, em junho de 2016, o peso era de 393,2%.

“Em relação ao final de 2016, o endividamento do setor não financeiro aumentou 10,9 mil milhões de euros, dos quais 9,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e mil milhões de euros ao setor privado”, esclarece o Banco de Portugal. Ou seja, a principal explicação do contínuo crescimento do endividamento da economia está no crescimento da dívida do setor público. “O acréscimo do endividamento do setor público deveu-se, sobretudo, ao aumento do financiamento concedido pelo setor residente, com destaque para o setor financeiro (6,5 mil milhões de euros) e para os particulares (2,3 mil milhões de euros)”, esclarece ainda o BdP.

Por outro lado, também no primeiro semestre, o endividamento dos particulares reduziu-se em 300 milhões de euros.

(Atualizado às 11h36)

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