Dívida pública volta a subir: está perto dos 250 mil milhões de euros

  • Margarida Peixoto
  • 1 Agosto 2017

A dívida pública subiu em junho para 249,1 mil milhões de euros, mais 1,8 mil milhões do que o registado no final de maio. Contudo, o aumento poderá ser acomodado pela subida do PIB.

A dívida das administrações públicas na ótica de Maastricht, a que serve de referência para as regras europeias, voltou a subir em junho, para 249,1 mil milhões de euros. Líquida de depósitos, a dívida também aumentou face a maio, tendo ficado agora em 229,4 mil milhões de euros. Os dados foram revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Em maio, o valor nominal da dívida pública tinha aliviado face a abril. Mas em junho voltou a subir. A nota da instituição liderada por Carlos Costa explica que o aumento resultou de emissões líquidas de títulos na ordem dos 2,9 mil milhões de euros, contrabalançadas por uma redução dos empréstimos de 1,3 mil milhões de euros. Para esta redução dos empréstimos contribuiu essencialmente o pagamento antecipado de mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

Líquida de depósitos, a dívida pública aumentou 1,3 mil milhões de euros; ou seja, os depósitos da administração central engordaram 500 milhões de euros.

Dívida sempre a subir

Fonte: Banco de Portugal

Apesar do valor nominal da dívida se aproximar agora dos 250 mil milhões de euros, a subida poderá vir a ser acomodada pelo aumento do PIB. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) o PIB cresceu 2,8% no primeiro trimestre, um valor que ficou muito acima do que eram as expectativas do Governo para 2017. Também as indicações sobre o crescimento relativas ao segundo trimestre têm sido positivas. O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, apontou até para um aumento do ritmo no período de abril a junho, sendo que os dados preliminares do INE serão conhecidos a 14 de agosto.

Nessa altura, será possível fazer o rácio da dívida pública. A meta definida pelo Executivo de António Costa no Programa de Estabilidade e Crescimento foi de 127,9% do PIB, um valor abaixo dos 130,4% registados em 2016.

Em entrevista ao ECO, a presidente do IGCP, a agência que gere a dívida pública, assumiu que o valor nominal da dívida pública não deverá cair este ano, mas o rácio face ao PIB deverá aliviar. “Este ano as previsões apontam para uma queda do rácio da dívida pública. O rácio depende de três fatores: défice, crescimento do PIB e taxa de juro. Em todos os casos a evolução tem sido favorável,” disse Cristina Casalinho, sublinhando o impacto positivo que o crescimento económico acima do esperado terá no rácio.

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